É um dos momentos mais aguardados pelos estudantes do ensino superior. A Queima das Fitas marca, para muitos, o final da vida académica, enquanto para outros, os caloiros, é uma celebração do fim do primeiro ano de curso e o momento em que passam a vestir o famoso traje académico.
Entre tradições, várias bebedeiras e muita animação, a festa dura geralmente uma semana e é marcada por noites repletas de momentos de convívio e concertos. Na maior parte das cidades portuguesas, a Queima das Fitas decorre durante o mês de maio.
A tradição teve início no século XIX em Coimbra, conhecida como “a cidade dos estudantes”, e começou por ser um momento simbólico. Agora, o maior evento do mundo universitário é muito mais do que uma festa para os que sonham ser doutores. Seja em Coimbra ou em Évora. Fique, então, a conhecer cinco curiosidades sobre a Queima das Fitas.
Porquê o nome Queima das Fitas?
Apesar de, em algumas cidades, o evento ter outro nome, como Enterro (Aveiro), Enterro da Gata (Braga), ou Semana Académica (Lisboa, Algarve e Viseu), o mais popular é Queima das Fitas. O nome surgiu quando alguns estudantes queimaram as fitas de algodão que eram usadas para atar as pastas onde guardavam as sebentas. Segundo a Associação Académica de Coimbra, o ritual simbolizava a “libertação da sebenta, que tanto atormentava os estudantes”.
Serenata marca o início dos festejos
Ainda em Coimbra, cidade com um cariz fortemente académico, o início da Queima das Fitas dá-se com a Serenata Monumental. As guitarras começam a ser tocadas, após as 12 badaladas, na escadaria da Sé Velha, perante uma plateia de milhares de pessoas.
Animais nos cortejos
O cortejo da Queima das Fitas é anualmente marcado pelo desfile de carros alegóricos, muito coloridos e decorados. Sempre assim foi, com os estudantes a aproveitarem o estatuto de recém-licenciados para satirizar professores e aulas. E há algo curioso: nos primeiros anos da década de 1910, os carros eram puxados por animais.
Semana sem aulas
A semana da Queima das Fitas é uma das mais felizes do ano para os estudantes, que veem a sua rotina alterada durante aqueles dias. Apesar de não acontecer em todas as cidades do País, em muitas das universidades não há aulas durante este período. Desta forma, os jovens conseguem aproveitar ao máximo a diversão.
Banho de purificação
Há outra tradição que marca pela diferença. Esta acontece em Évora, onde os finalistas presentes são atirados para dentro de água, como forma de limpar as impurezas que se possam ter acumulado, segundo o que é descrito no site da universidade. A tradição diz que, ao mergulharem nas águas, os finalistas deixam lá os seus conhecimentos e sabedoria, que são depois transmitidos aos caloiros quando, no ano seguinte, molharem os pés na mesma água.
Texto: Joana Duarte