O MetroBus, o modelo de transporte coletivo em que veículos circulam em vias exclusivas, chegou para ficar. Coimbra, Braga ou Porto são exemplos de cidades portuguesas onde o transporte está a chegar e promete ser uma solução rápida e eficaz para que as pessoas se movimentem. Em Coimbra, o Metrobus vai começar a circular em julho.
A infraestrutura da fase A, que liga Serpins (Lousã) e Portagem (Coimbra), estará concluída em junho. Depois seguem-se os processos de certificação, nomeadamente de sinalização. Está ainda prevista a criação de um bilhete comum a todos os transportes públicos de Coimbra.
Para o arranque do MetroBus, em Coimbra, foram adquiridos 35 veículos elétricos articulados que deverão funcionar de forma semelhante ao do metro ligeiro. Está prevista uma frequência de 5 minutos na zona urbana da cidade, enquanto a periodicidade em direção à periferia pode ir até aos 15 minutos.
MetroBus em Braga daqui a um ano
O MetroBus deverá chegar daqui a um ano a Braga para “dar um novo impulso” aos transportes públicos da cidade. O administrador dos Transportes Urbanos de Braga, Teotónio Santos, explicou ao JN que a necessidade surgiu devido ao aumento de 20% da população nos últimos 20 anos e ao crescimento de 40% no transporte de passageiros desde 2014.
O concurso para o MetroBus em Braga foi lançado em maio, por um preço base de 36 milhões de euros. O percurso total terá 6,2 quilómetros e passará por três freguesias.
Os autocarros elétricos que vão percorrer a cidade, com uma frequência de 6 minutos, vão ter 18 metros de comprimento e prometem estar equipados com tecnologia avançada.
No Porto, já se fala em teleféricos
No Porto, o MetroBus começou a circular em maio, na avenida da Boavista, para os primeiros testes. O presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, assume que em julho a obra “estará em condições de ser entregue à STCP”.
O MetroBus vai começar com uma capacidade 30% acima da procura estimada, de forma a conseguir encaixar um aumento de passageiros. O percurso ligará a Casa da Música à Praça do Império em 12 minutos.
A Metro do Porto assume ainda que futuramente poderá vir a explorar teleféricos no Porto, Gaia e em Matosinhos.
Texto: Joana Duarte