Ricardo Leão, presidente da Câmara Municipal de Loures, avisa que a operação no Bairro do Talude Militar “não foi a primeira intervenção nem será a última” no concelho, acrescentando que desde o início do mandato, em 2021, cerca de 250 “construções idênticas” já foram abaixo.
“Somos intransigentes nesta matéria. Temos um único objetivo: defender a segurança das pessoas. Garantir condições mínimas de dignidade humana. Não permitimos a construção de barracas não por falta de empatia, mas a única forma de garantir segurança e justiça para todos”, disse, num depoimento partilhado em vídeo.
“Loures está ao lado de quem precisa, mas não abdicamos da justiça com critério. Não estamos aqui para incentivar atalhos. Integração real sem passar à frente de ninguém é o que diferencia assistencialismo da responsabilidade”, argumenta Ricardo Leão, acrescentando estar ao lado do “país real e não do ruído artificial, e com consciência não vamos recuar”.
No Bairro do Talude Militar foram, até ao momento, demolidas 55 das 65 barracas, mas uma providência cautelar suspendeu as operações.
Ricardo Leão refere ainda que 29 famílias do bairro recorreram ao atendimento social. Apenas três famílias aceitaram alojamento em hotel e outras três ou quatro estão em avaliação para avançarem com arrendamento de uma casa.