O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ordenou à Inspeção-Geral das Finanças (IGF) a abertura de uma auditoria em relação ao acordo liderado por Mário Centeno com o Grupo Fidelidade para a construção do novo edifício do Banco de Portugal, nos antigos terrenos da Feira Popular de Lisboa.
“Em virtude das notícias sobre o novo edifício do Banco de Portugal, divulgadas ontem e hoje, para defesa da Instituição e em total respeito pela sua independência, o Ministério das Finanças vai pedir a realização de uma auditoria pela Inspeção Geral das Finanças”, afirma o Ministério das Finanças, num comunicado.
O anúncio surge, recorde-se, depois do site ‘Observador’ ter noticiado que o investimento anunciado de 192 milhões de euros era correspondente apenas ao custo das obras estruturais. O valor total do projeto poderá ultrapassar os 235 milhões de euros.
A IGF, a quem Joaquim Miranda Sarmento vai solicitar a auditoria, é um serviço do Ministério das Finanças responsável pela inspeção de entidades do setor público administrativo, que funciona na direta dependência do ministro das Finanças, mas com autonomia administrativa.
Esta polémica acontece a dias de se saber quem será o próximo governador do Banco de Portugal para os próximos cinco anos. O mandato de Mário Centeno terminou no domingo sem que o Governo tivesse indicado sucessor. A decisão será conhecida na quinta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros.