O Governo acaba de aprovar a Estratégia Nacional para a Gestão da Macroalga Invasora “Rugulopteryx okamurae” que “está a alastrar de forma preocupante”, segundo comunicado do executivo de Luís Montenegro.
As ações a devolver envolvem os ministérios do Ambiente e Energia e da Agricultura e do Mar.
As costas de Cascais e do Algarve são as mais atingidas pela alga, de origem asiática, “Rugulopteryx okamurae”.
No ano passado, quando a alga chegou a Portugal Continental, em apenas quatro meses, foram retiradas 2 mil toneladas da alga, em 2 praias do concelho de Cascais.
O 24Horas assistiu a uma ação de recolha, promovida pela associação CascaiSea e, apenas numa manhã, foi retirada uma tonelada de algas invasoras, só na praia da Azarujinha.
A alga, castanha e com muito mau cheiro quando seca, em julho de 2022 foi incluída na lista de espécies exóticas invasoras que preocupam a União Europeia.
A alga é chamada, pelos pescadores, de ‘covid’ do mar, pela forma como se reproduz e a rapidez com que se propaga.
Miguel Lacerda, presidente da CascaiSea, lembra também o efeito devastador da alga nos ecossistemas marinhos. “A alga é arrancada dos fundos marinhos e projetada para terra. Quando chega à costa vai apodrecendo e retira o oxigénio da água. Por isso é que já não se vê estrelas do mar ou mexilhões, apesar de os mexilhões serem mais resistentes”.