Na sua crónica habitual no Expresso, Rodrigo Guedes de Carvalho, de 61 anos, decidiu escrever sobre o escândalo dos amantes, Andy Byron e Kristin Cabot, num concerto dos Coldplay, em Massachusetts (EUA), e está a ser arrasado (com direito a insultos que o 24Horas não reproduz) pela sua opinião, tanto por figuras públicas como por gente anónima.
“O que se passou no concerto dos Coldplay é uma triste vergonha, sim, mas não do homem e da mulher filmados contra vontade. É uma vergonha da máquina dos Coldplay, que achou boa ideia fazer este número de circo (quanto mais malabarismos para esquecer a irrelevância musical), uma vergonha do líder Chris Martin, com o seu comentário de palhacinho que anima aniversários de crianças”, escreve o jornalista.
Após a promoção do jornal da família Balsemão à opinião de Rodrigo, nas redes sociais, sucederam-se as críticas. “Não há nenhum botão para ‘desler’?”, questiona o futebolista Francisco Geraldes. “A vergonha é de quem foi infiel e de nós todos que continuamos a dar tempo de antena a este momento quando o mundo está caótico”, comentou Jessica Athayde. Um colega da atriz, Manuel Moreira, é implacável com o jornalista da estação de Paço de Arcos. “O Rodrigo há duas semanas veio fazer bullying gratuito com um artigo nascido do nada (bloqueio criativo é uma coisa tramada) a gozar com casos imaginários de pessoas que se ‘apaixonam por rebarbadoras’ ou ‘casam-se com árvores’, usando a mesma linguagem que a extrema-direita usa para desumanizar minorias. Mas o bullying contra o CEO multimilionário que traiu a mulher em público é que é a derradeira fronteira do bullying para o Rodrigo. Fofo.”
Entre os mais de três mil comentários ao post, destacam-se outras críticas, de mulheres e de homens. “Isso é de quem traiu”; “considerava-o intelectualmente mais sério”; “filmados contra a vontade… na privacidade de um espaço público?”; “irrelevância musical? Irrelevantes são os artistas que ninguém conhece debitando alarvidades nos penosos fins de semana da SIC”; “comentário machista”; “este senhor não tem noção do que está a dizer”; “que boneco”; e “quando vamos parar de normalizar a traição?”