PNEUS: ESCOLHA PODE SALVAR VIDAS E EUROS

Escolher os pneus certos reduz o consumo, melhora a segurança e pode ainda evitar (más) surpresas na estrada. Saiba o que nunca deve ignorar.

Os pneus são, muitas vezes, os grandes esquecidos pelos condutores portugueses — até ao dia em que falham. No entanto, são o único ponto de contacto entre o carro e a estrada. Uma escolha errada, um desgaste ignorado ou uma pressão desajustada podem ter consequências graves para a segurança, mas, também, para a carteira.

Estudos da DECO Proteste e da Michelin demonstram que circular com pressão incorreta pode aumentar o consumo de combustível até 4% e reduzir a vida útil do pneu em mais de 25%. Parece pouco, mas ao longo de milhares de quilómetros isso traduz-se em euros — e risco.

Tipo de condução

Escolher o pneu certo vai muito para além da medida. É preciso considerar o tipo de condução (urbana, longa distância, desportiva), o clima habitual (em Portugal, o piso molhado é um perigo subestimado) e até a etiqueta europeia que classifica cada modelo em eficiência energética, aderência em piso molhado e nível de ruído.

A etiqueta europeia dos pneus, obrigatória desde 2012, é uma aliada do consumidor informado. Um pneu com classificação “A” na travagem em molhado pode reduzir a distância de paragem em mais de 18 metros face a um pneu com classificação “E”. E se for classe “A” no consumo, ajuda a reduzir, significativamente, os gastos em combustível — algo cada vez mais relevante, com os preços dos combustíveis e eletricidade a oscilarem.

Outro erro comum é confiar apenas na profundidade do piso. Um pneu com 3 mm de rasto ainda é legal, mas já perdeu até 40% da eficácia em piso molhado. A substituição deve ser preventiva, não reativa.

Verificar pressão

A pressão também merece atenção: deve ser verificada, pelo menos, uma vez por mês. Em pneus modernos, sensores de pressão ajudam, mas o hábito de uma visita à bomba de abastecimento ou casa de pneus continua a ser essencial.

Por fim, é importante confiar em marcas reconhecidas e pontos de venda especializados. O mercado paralelo está cheio de pneus baratos, mas sem histórico, sem homologação ou mesmo com datas de fabrico muito antigas — o que compromete seriamente o desempenho e a segurança.