A SEMANA NEGRA DA FAMÍLIA BALSEMÃO NA SIC

A última semana foi negra para a SIC, da família Pinto Balsemão. E há cinco motivos para tal, entre audiências, negócios falhados e polémicas, como o 24Horas lhe conta agora.

Em primeiro lugar, vamos às audiências: se é verdade que, na guerra das generalistas com a TVI, nesta fase do ano (historicamente propícia a bons resultados), a SIC está na frente (venceu três dos cinco dias), no cabo, os resultados são preocupantes: perdeu quatro vezes para o rival de Queluz de Baixo (CNN Portugal) e quinta e sexta-feiras para o Now, que tem apenas um ano de vida. Aliás, o canal de notícias da Medialivre tem vindo, a pouco e pouco, a aproximar-se. Se a tendência se mantiver, poderá estar aqui, em breve, mais uma mudança na história da televisão portuguesa.

Depois, em matéria de dinheiro, outras más notícias: falharam as negociações entre o grupo Impresa e o BPI para a venda do edifíco-sede da dona da SIC e Expresso, por 37 milhões, negócio revelado há muito pelo 24Horas. “A Impresa informa que, não tendo as partes chegado a acordo final quanto às condições da transação, a mesma não se irá concretizar”, comunicou a família Balsemão à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na quinta-feira, dia 24.

Ainda na quinta-feira, houve outra má notícia em Laveiras: o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão enviou um comunicado à CMVM a revelar as contas do primeiro semestre: um prejuízo de 5,1 milhões de euros e um agravamento de 27,1% na comparação com o período homólogo.

Já em termos editoriais, o cenário também deixa a desejar. E damos dois exemplos: o primeiro a envolver um Porsche 911 Carrera Cabriolet, de 1987, apresentado como tendo sido de Ayrton Senna. Vários meios de comunicação social em Portugal e Brasil, nomeadamente a SIC, garantiram que o carro em causa, que está à venda, em leilão, por mais de 500 mil dólares, pertenceu ao campeão de Fórmula 1, mas a realidade é outra, como denunciou o 24Horas.

Por último, mas não menos grave. Num debate entre os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa, promovido pela SIC na terça-feira, 22, Piteira Lopes (Cascais) não esperava ser recebido na sede por um ‘comité’ de receção que, para além do administrador Ricardo Costa e do diretor Bernardo Ferrão, integrava surpreendentemente o comentador televisivo João Maria Jonet, que, por coincidência, ou não, é candidato, também ele, à Câmara de Cascais – e que, num ‘número’ pretensamente mediático, perante os sorrisos dos responsáveis da SIC, desafiou Piteira a subscrever a sua candidatura.

Mas as ‘coincidências’ em redor da presença de Piteira (como este confessou ao 24Horas, em exclusivo) nos estúdios da SIC não ficaram por aqui: a emissão foi curiosamente ‘cortada’ quando o vice-presidente da Câmara de Cascais se preparava para responder a uma pergunta que tinha acabado de lhe ser dirigida; e, posteriormente, na fotografia que acompanhava as promoções da estação, a imagem do autarca desapareceu como que por encanto. A ela só tiveram direito Carlos Moedas, Ricardo Leão, Basílio Horta e Isaltino Morais.