Lisboa cobra mais por hora, mas Porto está a encurtar distâncias em termos tarifários. Saiba quanto custa estacionar nas duas maiores cidades do país.
Estacionar o carro nas duas maiores cidades portuguesas está longe de ser um gesto simples ou barato. À medida que o espaço público se torna mais disputado e as políticas de mobilidade mais restritivas, os condutores deparam-se com tarifas elevadas, limites apertados e cada vez menos tolerância. Mas, afinal, onde se paga mais para estacionar — Lisboa ou Porto?
Lisboa lidera preço
Na capital, a resposta é clara: os preços por hora chegam aos €3, nas zonas mais centrais e pressionadas. A EMEL gere mais de 80 mil lugares tarifados, divididos por zonas com códigos de cor. Na zona verde, a mais barata, paga-se €0,80/hora com permanência máxima de quatro horas.
Na zona preta, a mais cara, o valor sobe para €3,00/hora, com limite de duas horas. As zonas castanha e vermelha, muito comuns no centro, cobram €2,00 e €1,60/hora, respetivamente. Existem, também, bilhetes diários de €2 ou €3 em algumas áreas verdes e amarelas, mas a oferta é limitada.
Porto “recupera”
No Porto, os preços são mais acessíveis. A cidade está organizada em quatro zonas — de I a IV — com valores que variam entre €0,25 e €1,20/hora. Na zona I (centro), paga-se €1,20/hora, mas nas zonas III e IV, mais periféricas, é possível estacionar até 10 horas por apenas €2,40 a €4,00/dia. Há, também, bilhetes diários e maior flexibilidade nos horários. Ao domingo, o estacionamento é gratuito em grande parte da cidade, o que não acontece em Lisboa.
Mas as diferenças não se ficam pelo preço. Em Lisboa, as zonas de estacionamento são mais restritivas, com tempos máximos mais curtos e uma rotação mais apertada. No Porto, há mais tolerância — tanto em tempo como em espaço — e a experiência é, geralmente, menos “stressante”.
Custos indiretos
Fora o custo direto, há ainda o tempo perdido à procura de lugar. Apesar de não existirem dados oficiais específicos para Lisboa ou Porto, estudos internacionais indicam que os condutores em grandes cidades podem perder entre 15 a 30 minutos por dia à procura de estacionamento. Um gasto de tempo que se traduz em mais combustível, mais emissões e mais frustração.
Ambas as cidades têm alternativas: parques dissuasores com ligação a transportes públicos, passes combinados e até apps de mobilidade. Mas estas soluções continuam a ter pouca adesão, seja por desconhecimento, por incompatibilidade horária ou pela simples resistência à mudança de hábitos.