MORTE, MEDO E CAOS EM LUANDA

O primeiro dia de greve de taxistas em Luanda ficou marcado por mortes, pilhagens e viaturas destruídas.

A brutalidade registada esta segunda-feira, dia 28, foi de tal ordem que a Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) decidiu suspender a greve, que devia durar três dias.

Na origem da greve está o aumento do preço do gasóleo, que passou de 300 para 400 kwanzas por litro (0,28 para 0,37 euros), no âmbito da retirada gradual pelo Governo do subsídio aos combustíveis, iniciada em 2023. Como consequência, houve um reajuste nos preços dos transportes públicos.

Às reivindicações dos taxistas, juntou-se uma população que enfrenta o aumento generalizado de preços.
Ao longo do dia de ontem, a Polícia Nacional de Angola (PNA) deteve mais de 100 indivíduos suspeitos de vandalismo.

O Novo Jornal refere que houve pelo menos três mortos: um jovem em Rocha Pinto, uma menor no Golf II e um polícia linchado pela população em Calemba 2.
Ao cair da noite, segundo relatos da DW, ouviram-se tiros em alguns bairros de Luanda.

Avisos e comunicados das autoridades

O Consulado-Geral de Portugal em Luanda recomentou esta segunda-feira aos cidadãos que evitem deslocações desnecessárias.
“Essas ações criminosas que atentam contra a estabilidade pública representam um ataque ao Estado democrático e de direito e ao bem-estar dos cidadãos”, considera o Ministério da Defesa, num comunicado que foi lido na televisão nacional. As autoridades asseguram que são “atos premeditados de sabotagem e intimidação que não serão, em hipótese alguma, tolerados, pelo que as autoridades estão a tomar todas as medidas necessárias para a manutenção da ordem e tranquilidade públicas, bem como para identificar, responsabilizar e levar à justiça os mandantes e executores desses atos deploráveis”.

O partido da oposição UNITA considera que se tratam de “tentativas de sabotagem por parte de grupos instrumentalizados” e reforça a necessidade de diálogo e serenidade para preservar a paz social.

Tchizé dos Santos: “Somos todos contra um”


Também se ouviram vozes contra João Lourenço. Tchizé dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, numa mensagem de áudio, defendeu que não há necessidade de as autoridades do país decretarem o estado de sítio, “porque todo mundo sabe qual é a causa da fúria e da ira da população”.

“Não é preciso invocar estado de sítio. É mais fácil o partido da maioria convocar um congresso extraordinário, escolher uma liderança que se demarque daquilo que a atual liderança tem estado a fazer e que tem estado a causar o descrédito total das instituições do país”, defendeu. “Somos todos contra um”, apontou Tchizé dos Santos.

@24horaspt

O primeiro dia de greve de taxistas em Luanda ficou marcado por mortes, pilhagens e viaturas destruídas. A brutalidade registada esta segunda-feira, dia 28, foi de tal ordem que a Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) decidiu suspender a greve, que devia durar três dias. Às reivindicações dos taxistas, juntou-se uma população que enfrenta o aumento generalizado de preços. Ao longo do dia de ontem, a Polícia Nacional de Angola (PNA) deteve mais de 100 indivíduos suspeitos de vandalismo. O Novo Jornal refere que houve pelo menos três mortos: um jovem em Rocha Pinto, uma menor no Golf II e um polícia linchado pela população em Calemba 2. Ao cair da noite, segundo relatos da DW, ouviram-se tiros em alguns bairros de Luanda. O Consulado-Geral de Portugal em Luanda recomentou esta segunda-feira aos cidadãos que evitem deslocações desnecessárias. “Essas ações criminosas que atentam contra a estabilidade pública representam um ataque ao Estado democrático e de direito e ao bem-estar dos cidadãos”, considera o Ministério da Defesa, num comunicado que foi lido na televisão nacional. As autoridades asseguram que são “atos premeditados de sabotagem e intimidação que não serão, em hipótese alguma, tolerados, pelo que as autoridades estão a tomar todas as medidas necessárias para a manutenção da ordem e tranquilidade públicas, bem como para identificar, responsabilizar e levar à justiça os mandantes e executores desses atos deploráveis”. Também se ouviram vozes contra João Lourenço. Tchizé dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, numa mensagem de áudio, defendeu que não há necessidade de as autoridades do país decretarem o estado de sítio, “porque todo mundo sabe qual é a causa da fúria e da ira da população”. “Não é preciso invocar estado de sítio. É mais fácil o partido da maioria convocar um congresso extraordinário, escolher uma liderança que se demarque daquilo que a atual liderança tem estado a fazer e que tem estado a causar o descrédito total das instituições do país”, defendeu. “Somos todos contra um”, apontou Tchizé dos Santos. Mais informação em 24horas.pt.

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