Nuno e Sofia. Renato e Márcia. Estes são os dois casais que, ao longo de cerca de hora e meia, soltam gargalhadas ao público com a comédia ‘Swing’, em digressão pelo país até dezembro.
Diogo Morgado, Diana Nicolau, Manuel Marques e Susana Blazer são os atores que lhes dão vida. E não podiam estar mais satisfeitos com o resultado. “Se correr como até agora, é ótimo”, afiança Susana Blazer, de 39 anos de idade, a swinger Márcia. “Temos tido salas esgotadas. O Auditório dos Oceanos, por exemplo, tem 600 lugares e conseguimos encher, cinco dias por semana, foi bestial.”
A contracena, entre os quatro, corre às mil maravilhas. “Eles [Manuel Marques e Susana Blazer] são muito palhaços e têm muita graça! Nas personagens deles, dá para fazer muita palhaçada. Então, eu e o Diogo temos de nos aguentar à bomboca, porque estamos aqui para fazer o contraponto”, acrescenta Diana Nicolau, de 38 anos de idade.
Diana é Sofia, casada com Nuno, interpretado por Diogo Morgado, de 44 anos de idade. “Somos um casal bem estruturado, mas que está a passar por uma certa monotonia.” Nuno sugere que façam nudismo para colorir a vida sexual. Sofia, quem toma as rédeas lá em casa, prefere algo mais ousado. Nisto, pesquisam na Internet, decidem-se pelo swing – troca de casais – e acabam por conhecer Renato e Márcia, os ‘Reis do Swing”. “Eu sou o Renato e sou o rei do swing”, ri-se Manuel Marques (50). “O Renato e a Márcia são um casal federado. Há uma federação de swing e tudo!”
Renato e Márcia são donos de um minimercado em Fernão Ferro, na margem sul do Tejo. Personagens caricaturais com visual e gestos à altura. “A Márcia é brejeira, espampanante e mais exagerada. Mas credível, espero eu”, revela Susana Blazer.
Renato tem um guarda-roupa desportivo, usa uma bolsa à cintura e não lhe falta um cordão a imitar ouro ao pescoço. “O texto está muito bem escrito e não tem uma linguagem chocante. Estamos na esfera da comédia e tudo passa muito bem. Não tem feminismos nem machismos: brinca com as coisas.”
Diogo Morgado, o Nuno, acrescenta: “Falamos de tudo um bocadinho, até de pão com chouriço. A peça chama-se ‘Swing’ mas o swing, no fundo, é um convite ao equívoco. É a expetativa de uma coisa que se desconhece, aquela tentação de saber como será. O perigo, que é afrodisíaco, para apimentar a relação, mas o que acontece é um equívoco.”
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Certo é que os atores estão motivados e ‘Swing’ está agendado, pelo menos, até dezembro, em digressão pelo Continente e Açores. “Podemos voltar mais tarde, é um espetáculo que fica em carteira”, afirma Manuel Marques.
Já para Diana Nicolau, o swing “é um tema que ainda é tabu”: “O sexo, no nosso país e na nossa cultura, ainda é uma coisa um bocadinho fechada e há muitos pruridos em falar nisso.” Ainda assim, a atriz acredita que a receita para o sucesso está apurada: “Uma peça escrita pelo Henrique Dias, encenada pelo Adriano Luz e feita com estes três colegas, estão reunidas as condições para isto ser uma coisa boa!”
Depois da passagem pelo Casino Lisboa, a peça vai partir em digressão pelo País. As datas já reveladas contam com o Coliseu do Porto (5 e 6 de julho), Centro Cultural de Tábua (11 de julho), Ponto C, em Penafiel (13 de julho), Teatro das Figuras, em Faro (17 e 18 de julho), CAE Figueira da Foz (19 e 20 de julho), Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria (31 de julho) e Coliseu Micaelense, nos Açores, a 5 de setembro.