Mudar de carreira na reta final da vida profissional é um desafio cada vez mais comum, impulsionado por transformações no mercado de trabalho e pela busca de realização pessoal. Segundo a Harvard Business Review, cerca de 60% dos profissionais consideram uma transição de carreira em algum momento, especialmente após a pandemia, que levou muitos a repensar prioridades e objetivos.
O primeiro passo é o planeamento rigoroso da transição. Avaliar competências, paixões e expectativas permite traçar um caminho realista e alinhado com os próprios valores. Uma lista de prós e contras pode ajudar a clarificar motivações e identificar possíveis obstáculos.
A pesquisa de mercado e a formação contínua são igualmente essenciais. Com o mundo laboral em constante evolução, é fundamental conhecer as tendências e as competências mais valorizadas nas áreas de interesse. Investir em cursos, certificações e especializações pode ser decisivo para garantir competitividade e confiança na nova função.
A construção de uma rede de contactos sólida é outro pilar fundamental. Participar em eventos, feiras de emprego e plataformas como o LinkedIn facilita o acesso a oportunidades e a conselhos de quem já percorreu esse caminho. Programas de mentoria também podem ser valiosos para obter orientação personalizada.
Por fim, a adaptabilidade e o compromisso com o aprendizado contínuo são indispensáveis. O mercado valoriza profissionais dispostos a reinventar-se, aprender novas ferramentas e acompanhar as mudanças do sector. Conferências, workshops e formações online são recursos acessíveis para manter-se atualizado.
A mudança de carreira na fase final exige coragem, mas pode ser uma oportunidade de crescimento e satisfação. O segredo está em planear, pesquisar, criar ligações e nunca parar de aprender.