DESPARATIZAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS: ERROS FREQUENTES A EVITAR

A desparasitação de cães e gatos é um dos pilares fundamentais para garantir a saúde dos animais de companhia e proteger as famílias contra doenças transmitidas por parasitas. No entanto, apesar da sua importância, persistem erros comuns que podem comprometer a eficácia deste procedimento.

Entre as falhas mais frequentes destaca-se a administração de doses incorretas de antiparasitários, muitas vezes devido à estimativa errada do peso do animal. É imprescindível pesar o animal antes de cada desparasitação, pois a subdosagem pode não eliminar todos os parasitas e a sobredosagem pode ser tóxica.

Outro erro recorrente é a frequência inadequada: enquanto cachorros e gatinhos necessitam de desparasitação mais regular, adultos podem ser desparasitados a cada três a seis meses, dependendo do seu estilo de vida e exposição a riscos.

A escolha do produto é outro ponto crítico. Produtos destinados a cães podem ser perigosos para gatos, pelo que a consulta veterinária é indispensável para determinar o antiparasitário mais adequado a cada animal. Além disso, a desparasitação deve ser acompanhada de uma higiene rigorosa do ambiente, incluindo camas, brinquedos e áreas de descanso, para evitar reinfestações.

A negligência destes cuidados pode resultar em problemas de saúde graves, não só para os animais, mas também para os humanos, uma vez que muitos parasitas são transmissores de zoonoses. Por isso, a desparasitação regular, aliada a consultas veterinárias e a uma boa higiene, é uma responsabilidade inadiável de qualquer tutor.