O governo de Luís Montenegro não se mostrou disponível a apoiar o novo projeto televisivo de Sérgio Figueiredo. O 24Horas sabe que uma avaliação, mandada fazer ao mais alto nível pelo Ministério da Agricultura, ‘chumbou’ a pretensão do antigo diretor de informação da TVI, que em Maio do ano passado sondou o governo sobre a possibilidade da concessão de um apoio financeiro de um milhão de euros.
Apesar do envolvimento da CAP, e do entusiasmo mostrado por João Moura, o secretário de Estado da Agricultura, tido como um dos ‘padrinhos’ do projeto, e de outros governantes, casos do então ministro Pedro Duarte, e de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, o governo recusou a hipótese de subsidiar este novo empreendimento que, segundo a edição de sexta-feira passada do Correio da Manhã, possui uma forte vertente imobiliária.
O projeto terá nascido de uma ideia de Maurício Ribeiro, uma polémica personagem do meio audiovisual que tem acumulado ao longo dos últimos anos algumas polémicas, e que em Janeiro de 2024 terá apresentado a Figueiredo o esboço do que poderá vir a ser o TV Rural. Ribeiro, que também é conhecido por Rosiel d’Assumpção, e que diz ter sido fotógrafo de Kofi Annan e de Durão Barroso, é um velho conhecido dos tribunais portugueses, onde tem acumulado acusações de burlas e violação de correspondência, neste caso pelo já desaparecido realizador António-Pedro Vasconcelos.
Mas há mais nomes envolvidos neste projeto: Assunção Cristas, ex-líder do CDS, é apresentada como “representante do setor agrário”, Rita Marques, surge como “representante do setor do turismo” e Alexandre Matos, ex-CFO da Altice é “conselheiro financeiro” do projeto, e de António Tavares, e presidente da AG do Futebol Clube do Porto, que é apresentado como o “representante de investidores israelitas”. E também supostamente o envolvimento de António Mexia, que muitos dizem poder vir a ser o futuro ‘chairman’ deste projeto, dado que a apresentação do projeto refere como um “homem de negócios português reconhecido pela liderança de quase 15 anos de uma energética portuguesa de referência”. Um fato feito à medida…