NOVA POLÉMICA COM CANAL DE SÉRGIO FIGUEIREDO

Depois de se conhecer a indisponibilidade do Governo para apoiar o novo canal televisivo de Sérgio Figueiredo, surge uma nova bronca a ensombrar a credibilidade do projeto. O ‘Conta Lá’ procura angariar investidores com base numa brochura com informações falsas.

O 24Horas foi contactado por Alexandre Matos, antigo CFO da Altice que aparece no prospeto anunciado como “conselheiro financeiro”, para desmentir “qualquer envolvimento com o ‘Projeto Conta Lá’, ao contrário do que é referido”. Alexandre Matos desconhecia a brochura e confirmou ao 24Horas que foi contactado, mas declinou “qualquer envolvimento”, achando “por isso muito estranho esse uso abusivo” do seu nome.

Recorde-se que o mesmo projeto anuncia na sua brochura promocional “ter como “chairman’ um “homem de negócios português reconhecido pela liderança de quase 15 anos de uma energética portuguesa de referência”, uma alusão que, ao que nos dizem, é concretizada nas abordagens diretas com o nome de António Mexia, que pode, igualmente, estar a ser alvo de uma utilização abusiva do seu nome, já que não surge concretizado em nenhum documento do canal.

Podem ter sido este género de “ambiguidades” que determinaram que uma avaliação, mandada fazer ao mais alto nível pelo Ministério da Agricultura, tenha inviabilizado a pretensão do antigo diretor de Informação da TVI, que em maio do ano passado sondou o Governo sobre a possibilidade da concessão de um apoio financeiro de um milhão de euros.

O 24Horas já tinha noticiado que a presença de um “velho conhecido das situações duvidosas”, como Maurício Ribeiro, não augurava nada de bom para um projeto onde possam abundar fundos. Este operacional do ‘Conta Lá’ chegou a ser julgado por uma suposta burla e desvio de dinheiro de uma produtora que teve ordenados em atraso a todo o elenco de uma série televisiva que incluía, por exemplo, Mariana Monteiro e Carla Andrino. Nessa época foi também denunciado pelo realizador António-Pedro Vasconcelos, por alegada violação do seu e-mail ao longo de 3 anos.