Almada, Amadora, Barreiro, Lisboa, Loures, Montijo, Odivelas, Seixal e Vila Franca de Xira. São estes os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) onde existem bairros de lata. Alguns são antigos, como a Cova da Moura, na Amadora, que data dos anos 70. Outros são mais recentes, como Penajóia, em Almada.
Ainda assim, apesar deste cenário, há nove concelhos que não têm barracas no seu território. São eles Alcochete, Cascais, Mafra, Moita, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Sintra e Setúbal.
Em Setúbal, o último bairro de lata foi demolido em 2023. Naqueles terrenos da Quinta da Parvoíce vai nascer habitação pública.
Os bairros de lata da AML são habitados sobretudo por trabalhadores jovens que recebem o salário mínimo nacional: a maioria das mulheres nas limpezas, os homens nas obras.
Enquanto os pais vão trabalhar há muitas crianças que ficam à guarda das mulheres mais velhas ou vão para creches ou ATL.
Há mesmo quem só trabalhe em part-time, nas limpezas, e ganhe ainda menos. Não por que queira mas porque não arranja melhor.
Os bairros precários, na maior parte, não têm ruas alcatroadas ou passeios. Apenas terra batida e muito pó.