As candidaturas do Chega de Rio Maior à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Rio Maior foram rejeitadas pelo Tribunal de Rio Maior. Em causa estão várias irregularidades que não foram corrigidas no prazo legal.
De acordo com o despacho do Tribunal, o mandatário da candidatura foi notificado a 21 de agosto para resolver as irregularidades da candidatura, tendo três úteis para efetuar as correções. O Chega de Rio Maior só respondeu a 26 de agosto, um dia após terminado o prazo concedido.
As irregularidades prendem-se com Dayane Túlio, de nacionalidade brasileira, que tinha o cartão de cidadão caducado, avançou o ‘Comércio & Notícias’.
Além disso, Dayane Túlio era cabeça de lista à Junta de Freguesia de Rio Maior e também número três na lista à Câmara Municipal – candidaturas que é ilegal acumular.
O até aqui candidato do Chega à Câmara Municipal de Rio Maior, Alexandre Costa, em declarações ao ‘Comércio & Notícias’, garante que a responsabilidade pelo cartão de cidadão caducado é do “Governo” uma vez que “ainda não enviou o novo cartão, logo ela está perfeitamente legal, o Governo é que está em falta mais uma vez com a entrega atempada do cartão de cidadão”. Já sobre a dupla candidatura de Dayane Túlio, tratou-se de “lapso”, justificou. A candidatura vai recorrer da decisão do Tribunal.
Os problemas com as listas em Rio Maior já vinham detrás, nomeadamente pela escolha do cabeça de lista, imposto pela Comissão Política Distrital do Chega, dirigida pelo deputado José Dotti.
Logo em agosto de 2024, o coordenador da concelhia José Lúcio Frazão apresentou a demissão, apontando para a imposição de nomes pela Distrital. José Lúcio Frazão, que não integra as listas do Chega agora chumbadas pelo tribunal, mostra-se “disponível para colaborar. Estou no partido e defendo o partido”. No entanto, aponta em declarações ao 24Horas para alguns dos nomes aprovados pela Distrital. “São pessoas que não eram conhecidas aqui, outras que não eram militantes e outras que só estão no partido para entrar na política”.
O 24Horas sabe que os problemas não ficaram por aqui. Houve mais momentos de tensão entre pessoas convidadas para as listas, nomeadamente pela presença de familiares para compor as listas e por candidatos que não entregaram a documentação a tempo.