O número de mortos nos protestos contra o regime no Irão continuam a subir. De acordo com a organização não-governamental Iran Human Rights (IHRNGO) o número já ascendeu aos 648 mortos desde que começaram as manifestações, a 28 de dezembro.
Há ainda estimativas de que esse número possa ser superior a 6 mil, mas “devido ao bloqueio da Internet desde 8 de janeiro e às severas restrições no acesso à informação, é extremamente difícil verificar estes relatos de forma independente”, disse a organização.
A IHRNGO referiu ainda que as autoridades iranianas descreveram os manifestantes como “arruaceiros, ‘mohareb’ (inimigos de Deus), terroristas e agitadores, associando-os a Israel e aos Estados Unidos, crimes puníveis com a pena de morte”.
O diretor da IHRNGO, Mahmood Amiry-Moghaddam, relembrou ainda que “o assassínio generalizado de manifestantes civis nos últimos dias pela República Islâmica faz lembrar os crimes do regime na década de 1980, que foram reconhecidos como crimes contra a humanidade”.
Dois cidadãos portugueses que estão no Irão solicitaram apoio às autoridades nacionais para abandonar o país, devido à violência registada. O Governo português está a seguir a situação de perto e mantém contacto com a comunidade portuguesa no território, que, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Rangel, é bastante reduzida: “Temos informação dos portugueses que lá estão, que estão bem.”
Rangel fez questão de voltar a frisar que o Governo condena o que se está a passar no Irão: “Condenamos veementemente o ataque aos cidadãos iranianos e apelamos ao respeito profundo, quer pelas liberdades essenciais e fundamentais, quer pelos direitos humanos, no caso do Irão.”
Veja um vídeo dos protestos no Irão:
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