Os dados são da UNICEF e não deixam ninguém indiferente. 783 milhões de pessoas – o equivalente a cerca de quatro vezes a população do Brasil – vivem, em todo o mundo, abaixo do Limiar Internacional da Pobreza (LIP), de 1,90 dólares por dia (1,65€). A maioria das pessoas que estão nesta situação vive em duas regiões: a Ásia Meridional e a África Subsariana.
Ainda de acordo com a UNICEF, “mais de 11% da população mundial vive na pobreza extrema e luta para satisfazer as necessidades mais básicas na esfera da saúde, educação e do acesso à água e ao saneamento. Por cada 100 homens, dos 25 aos 34 anos, há 122 mulheres da mesma faixa etária a viver na pobreza – e mais de 160 milhões de crianças correm o risco de continuar na pobreza extrema até 2030.”
Aliás, 2030 era a data prevista para erradicar a maioria da pobreza mundial. Um dos 17 objetivos da ‘Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável’ promete “criar estruturas de políticas sólidas a nível nacional e regional, com base em estratégias de desenvolvimento favoráveis aos pobres e sensíveis ao género. Um dos objetivos passa por, nos próximos cinco anos, garantir que todos os homens e mulheres tenham direitos iguais e acesso aos serviços básicos, à propriedade, recursos naturais, novas tecnologias e serviços financeiros, como o microfinanciamento”, mas a distância (2030) parece demasiado curta.