Portugal ocupa atualmente a 3.ª posição entre os países europeus onde a produção de eletricidade, a partir de fontes hídrica e eólica, tem maior peso, apenas atrás da Noruega e da Dinamarca.
Segundo dados da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), as energias renováveis asseguraram 79% da eletricidade gerada no território continental durante os dois primeiros meses do ano. Só em fevereiro, essa quota atingiu 77,3%, correspondendo a cerca de 4 mil gigawatts-hora (GWh), de um total de 5.175 GWh produzidos.
No mesmo período, a Noruega e a Dinamarca registaram desempenhos superiores, com 96,2% e 90,7% de incorporação de fontes renováveis, respetivamente.
A análise mensal mostra que a energia hídrica foi a principal fonte de produção em fevereiro, com um peso de 37,2%, seguida da energia eólica, que representou 31,3%. A energia solar contribuiu com 5,2% do total.
A produção global de eletricidade registou um aumento significativo face ao mesmo mês de 2025, com uma subida de 20,1%, impulsionada sobretudo pelo crescimento da geração eólica, que acrescentou mais 716 GWh ao sistema.
Também os preços da eletricidade evidenciaram uma descida expressiva. No Mercado Ibérico de Eletricidade, o preço médio em Portugal fixou-se nos 5,1 euros por megawatt-hora (€/MWh) em fevereiro. Considerando o conjunto de janeiro e fevereiro, a média situou-se nos 42,4 €/MWh, refletindo uma redução de 58,5% face ao período homólogo.
De acordo com a APREN, o elevado contributo das energias renováveis traduziu-se ainda em benefícios económicos e ambientais relevantes. Só em fevereiro, foi evitada a despesa de 48,8 milhões de euros em importações de gás natural, 101 milhões em eletricidade e cerca de 44 milhões em licenças de emissão de dióxido de carbono.
No final de janeiro de 2026, as fontes renováveis representavam aproximadamente 81% da capacidade instalada de produção elétrica em Portugal.