Comprar um carro em segunda mão pode ser uma boa ideia — ou um grande erro. Evite surpresas com estas dicas práticas e esclarecedoras.
A compra de carro usado continua a ser uma das opções mais populares entre os condutores portugueses. Os preços são, à partida, mais acessíveis, a oferta é vasta e, muitas vezes, é possível encontrar modelos bem equipados por valores bastante inferiores aos de um automóvel novo. Mas nem tudo o que reluz é ouro e o mercado de usados está longe de ser isento de riscos.
Quilometragens adulteradas, históricos de acidentes escondidos ou avarias camufladas são apenas algumas das surpresas que podem transformar um bom negócio num verdadeiro pesadelo. Mas existem formas de evitá-lo.
Comprovar histórico
Antes de tudo, é fundamental desconfiar de anúncios com preços demasiado baixos ou histórias demasiado perfeitas. Se um carro parece muito barato para o que oferece, há uma boa probabilidade de haver algo por detrás. O primeiro passo é comparar com outros modelos semelhantes, em websites como o Standvirtual ou o OLX, por exemplo, para perceber se o valor está dentro do razoável.
A seguir, deve-se pedir sempre o histórico do carro. Um stand profissional pode fornecer o livro de revisões, mas há, também, plataformas independentes, como a Carfax, onde é possível consultar acidentes anteriores, número de proprietários ou registos de manutenção.
Mecânico de confiança
Outro ponto crítico é a quilometragem. A adulteração do conta-quilómetros ainda é uma prática mais comum do que se imagina. Detalhes como o desgaste do volante, dos pedais ou dos bancos podem revelar mais sobre os quilómetros reais do que os números no painel.
Sempre que possível, o ideal é levar o carro a um mecânico de confiança para uma verificação técnica. Mesmo sem desmontar nada, um especialista consegue identificar sinais de desgaste anormal, fugas de óleo ou problemas que escapam a um olho destreinado.
No momento da compra, o contrato deve ser claro e completo. Nada de negócios “de boca” ou acordos informais. A fatura é essencial, assim como a garantia, que, por lei, deverá ser, no mínimo, de 18 meses quando o vendedor é profissional.
Por fim, é sempre mais seguro comprar a empresas credíveis, com boa reputação e presença física clara, do que a vendedores anónimos que só comunicam por mensagens ou redes sociais.