MALUCAMPERS, O CASAL QUE LARGOU TUDO PARA TRABALHAR EM AUTOCARAVANAS

Luís Santos, de 31 anos e Mariana Fiadeiro (29) eram ainda crianças quando se conheceram. Dez anos mais tarde, na altura da COVID-19, voltaram a reencontrar-se e passaram de amigos a companheiros de vida. Estão juntos há cinco anos e à espera do pequeno Lourenço.

Ainda na fase inicial do namoro, decidiram alugar uma caravana. Foi assim que surgiu a paixão pelo mundo das autocaravanas. Em 2020 compraram a primeira carrinha, a ‘Malu’, mas, devido às remodelações necessárias, só em 2021 é que o projeto ‘MaluCampers’ deu os primeiros passos.

Na altura, Luís ainda trabalhava como personal trainer num ginásio local. Ao ver que o negócio das autocaravanas ia bem, abdicou do seu trabalho para apostar no projeto. “Todos acharam que nós eramos malucos”, confessa Mariana ao 24Horas sobre a reação dos familiares e amigos à mudança de vida.

Para além de alugarem carrinhas, Luís é também responsável por transformá-las numa verdadeira “casa sobre rodas”. As viaturas podem ser equipadas com casa de banho, sistema de gás para cozinhar e aquecer, e até uma mesa que se converte em uma cama. Os valores das obras variam consoante o nível de personalização: uma transformação mais básica, já com todos os equipamentos incluídos, começa nos 5 mil euros, enquanto as opções mais completas e sofisticadas podem iniciar entre os 15 e os 20 mil euros.

Como qualquer aventura, histórias não faltam para contar, mas há uma que o casal nunca vai esquecer. Nos primeiros tempos do projeto, alugaram a ‘Malu’ a um grupo de autocaravanistas que, ao fazer uma curva apertada, embateram no toldo de um supermercado. O resultado? Um buraco no tejadilho, a perda do painel solar e a destruição de uma claraboia.

Mas esses imprevistos não são o suficiente para fazê-los desistir. Uma das tradições dos ‘campervans’ que mantém, é dar nome às carrinhas. “Nós tentamos olhar para cada uma e perceber que nome é que se encaixa. A primeira foi fácil pois foi uma mistura das nossas iniciais”, explicam o casal que já vendeu a ‘Malu’, mas mantêm uma Ford Transit de 1998, a ‘White Pearl’ e estão a transformar duas outras: uma Volkswagen Transporter de 1993 e uma Crafter de 2009, ambas ainda sem nome.

Agora, com a chegada do pequeno Lourenço, a vida muda, mas o espírito mantém-se. Sentem que vão poder proporcionar-lhe uma maior liberdade e desfruto do ar livre, algo difícil de se ver nos dias atuais. “As crianças adoram andar nestas carrinhas, porque em qualquer sítio que param, à frente têm um quintal.”

@24horaspt

Luís Santos, de 31 anos, e Mariana Fiadeiro (29) eram crianças quando se conheceram. Uma década mais tarde, na altura da Covid-19, reencontraram-se e passaram de amigos a namorados. Estão juntos desde 2000 e já se divertem com o primeiro filho: Lourenço. Ainda na fase inicial do namoro, o casal alugou uma autocaravana. Foi assim que surgiu a paixão por este mundo. Em 2020, compraram a primeira carrinha, a ‘Malu’, mas, devido às remodelações necessárias, só em 2021 é que o projeto ‘MaluCampers’ deu os primeiros passos. Na altura, Luís era personal trainer. Ao ver que o negócio das autocaravanas ia bem, abdicou das aulas para apostar no projeto. “Todos acharam que éramos malucos”, confessa Mariana, ao 24Horas, sobre a reação dos familiares e amigos à mudança de vida. Além de alugarem autocaravanas, Luís é responsável por transformá-las numa “casa sobre rodas”. Afinal, são equipadas com casa de banho, sistema de gás, para cozinhar e aquecer, e até uma mesa que se converte numa cama. Os valores das obras variam consoante a personalização: uma transformação mais básica, já com os equipamentos incluídos, começa nos 5 mil euros, enquanto as opções mais sofisticadas podem ir até aos 20 mil. Como qualquer aventura, há muitas histórias para contar, mas há uma que o casal não esquece. No início, alugaram a ‘Malu’ a uns turistas, que, ao fazer uma curva apertada, embateram no toldo de um supermercado. O resultado? Um buraco no tejadilho, a perda do painel solar e a destruição de uma claraboia. Uma das tradições dos que mantêm é dar nome às carrinhas. “Olhamos para elas e percebemos que nome é que se encaixa. A primeira foi fácil, pois foi uma mistura das nossas iniciais”, explicam Ana e Luís, que já venderam a ‘Malu’, mas mantêm uma Ford (1998), a ‘White Pearl’, e estão a transformar duas outras: uma Volkswagen (1993) e uma Crafter (2009), ambas ainda sem nome. Agora, com a chegada de Lourenço, a vida muda, mas o espírito mantém-se. Sentem que vão poder proporcionar-lhe uma maior liberdade, algo difícil de se ver hoje. “As crianças adoram andar nestas carrinhas, porque, em qualquer sítio que param, têm um quintal à frente.” Texto: Nicole Antunes #24horas #autocaravanas #malucampers

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