POLÉMICA COM NOVO CANAL DE SÉRGIO FIGUEIREDO

‘Conta lá’ é o nome da marca de media criada por Sérgio Figueiredo que, segundo noticia o Correio da Manhã, tenta atrair investidores para comunicação social oferecendo benefícios futuros num projeto imobiliário de luxo, no município de Almada.

A promoção passa ainda por nomes sonantes apresentados como fazendo parte do projeto ou a caminho do mesmo e ainda por um investidor misterioso que já colocou no ar “as antenas” da esquerda política portuguesa que, comenta-se, irá exigir respostas e clarificação.

De entre os “ausentes que estão a caminho” destaca-se António Mexia que não é assumido como o “homem de negócios português reconhecido pela liderança de quase 15 anos de uma energética portuguesa de referência” que é mencionado na brochura com que o “Conta lá” tenta angariar investimentos. A esse perfil, que ao que nos dizem é garantido em reuniões com potenciais investidores ser o do antigo líder da EDP, está reservado o lugar de “Chairman”, cimeiro na estrutura da organização.

Já entre aqueles que estão no projeto e dão a cara há um nome que prende, imediatamente, a atenção: o do diretor executivo Maurício José Valente Ribeiro. Maurício Ribeiro está imortalizado na internet como “o fotógrafo escorregadio”: são às dezenas as queixas de noivos e noivas que se sentiram burlados por este retratista cuja especialidade era desaparecer sem deixar rasto depois de cobrar os serviços que não eram executados conforme acordado. É uma notícia interessante para todos esses lesados saberem agora do seu paradeiro e poderem ajustar contas antigas…

Há mais nomes conhecidos: Assunção Cristas, ex-líder do CDS, é apresentada como “representante do setor agrário”, Rita Marques, surge como “representante do setor do turismo” e Alexandre Matos, ex CFO da Altice saído “em desgraça” após a Operação Picoas é “conselheiro financeiro” do projeto.

Mas o que promete dar que falar é a presença de António Tavares, professor da Universidade Lusófona do Porto, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto e presidente da AG do Futebol Clube do Porto, que é apresentado como o “representante de investidores israelitas”. O 24 Horas sabe que este investidor anónimo está a suscitar uma onda de desconfiança nos partidos da esquerda política portuguesa: num momento de maior escrutínio, atenção e vigilância sobre os interesses israelitas em Portugal surgem questões sobre a participação de capital do estado judaico em negócios numa área tão sensível como a da comunicação social. É de esperar que nos próximos dias possam surgir as primeiras posições públicas que serão, comenta-se, de exigência de clarificação.

Tanto mais que a presença de um “velho conhecido das situações duvidosas” como Maurício Ribeiro não augura nada de bom para um projeto onde possam abundar fundos. O operacional do “Conta Lá” chegou a ser julgado por uma suposta burla e desvio de dinheiro de uma produtora que teve ordenados em atraso a todo o elenco de uma série televisiva que incluía, por exemplo, Mariana Monteiro e Carla Andrino. Nessa época foi também denunciado pelo realizador António-Pedro Vasconcelos por alegada violação do seu e-mail ao longo de 3 anos. Além de ser “procurado” por muitos noivos e noivas, Maurício Ribeiro foi alvo de pelo menos cinco processos judiciais de cobrança de dívidas profissionais.

Também a nível pessoal não parece ser mais recomendável: alega que tem um parentesco distante com a família da falecida Laura Ferreira, mulher do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, mas fontes bem informadas dizem-nos que se trata de mais uma falsidade.