Adriano Rafael Moreira, secretário de Estado do Trabalho, esteve no ‘CNN em Foco’. Entre os temas deste final de tarde informativo na estação de Queluz de Baixo estavam as alterações à lei laboral.
Sucede que, a dada altura, o jornalista que conduz o programa, André Carvalho Ramos, questionou o secretário de Estado sobre o tema que mais celeuma tem gerado, neste processo de alteração às leis do trabalho: a amamentação.
O jornalista quis saber quantas mulheres cometeram fraude, após os dois anos de idade dos filhos, aproveitando-se, mesmo sem estarem a amamentar, das duas horas diárias pagas e concedidas para o efeito.
Adriano Rafael Moreira tentou esquivar-se. A páginas tantas, foi interrompido por André Carvalho Ramos, alertando o governante para o facto de não estar a responder à questão, estando apenas a “dar contexto”.
O político continuou no mesmo registo, até admitir, desresponsabilizando-se: “O presidente da Confederação Portuguesa do Setor Social já referiu essas situações em concreto. É um caso concreto.”
O jornalista insistiu: “Quantas?”, com o secretário de Estado a devolver: “Tem que ver o número que ele referiu…”
Recorde-se que este foi o argumento apresentado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.
De acordo com a proposta de alteração da lei laboral, a mulher terá de apresentar um atestado médico inicial, ao empregador, a licença de amamentação será apenas até aos dois anos de idade da criança e, a cada seis meses, é preciso apresentar atestado, caso continue a amamentar.