O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu que está pronto para regressar ao parlamento sempre que for chamado, lembrando que cabe aos deputados decidir a sua presença e não ao Partido Socialista.
“Estive lá [no parlamento] há 15 dias e irei quando entenderem. Vou sempre ao parlamento, e com gosto, eu gosto muito de ser escrutinado. É bom que o parlamento possa escrutinar aquilo que faço”, afirmou.
O governante respondeu às críticas do PS, que voltou a defender que o ministro “não tem condições” para liderar a privatização da TAP. Miguel Pinto Luz rejeitou esta posição, declarando: “Isso não cabe ao PS definir. Já o pediu em 2024, agora voltou a pedir. O PS tem muitos ziguezagues e no que diz respeito à TAP tem muitos telhados de vidro e, por isso, estou absolutamente à vontade e diria até ansioso por poder voltar ao parlamento a discutir o tema TAP”.
Sublinhou ainda que conhece “profundamente” o dossier e que está “comprometido na conclusão desta privatização”, insistindo que o restante debate público “é ruído e tentativa de desviar atenções e aquilo que o país já está cansado”. Segundo o ministro, o Governo está empenhado em “fazer diferente” para promover “um Portugal melhor para todos os portugueses”.
As declarações foram feitas em Viseu, após um encontro com 18 autarcas das Comunidades Inter Municipais, onde Viseu, Dão, Lafões e Região de Coimbra estão inseridas, e onde é discutido o futuro traçado do IP3.
Questionado sobre uma notícia do Correio da Manhã que dava conta de um “contrato de mais de 1,6 milhões de euros (ME) assinado entre a TAP e uma empresa fantasma”, o ministro respondeu: “Nada a dizer. A Justiça que possa investigar ao mais ínfimo pormenor tudo, tudo, como sempre temos dito. Nos últimos 10 anos sempre o dissemos. Estamos absolutamente empenhados, agora, é na privatização da TAP”.
Reforçou ainda que “a TAP tem que ser privatizada” e que o Governo procura o comprador capaz de garantir “toda a intervenção e investimentos na companhia”, bem como “a manutenção do ’hub’, das rotas, do investimento, a manutenção da visão estratégica e da marca TAP para Portugal”.
O ministro considerou que a reputação da empresa “fica afetada” com notícias divulgadas “nos ’timings’ que estão a acontecer”, mas assegurou: “Nós estamos a trabalhar para que seja a melhor privatização possível”.