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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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João Maria Jonet, o comentador da SIC que nas últimas eleições liderou uma lista de independentes à autarquia de Cascais, perdeu uma boa oportunidade na reunião de Câmara, na terça-feira, dia 25 de novembro, para explicar o seu surpreendente voto contra a construção, na zona da Aldeia do Juso, do maior parque urbano do município.

O candidato Jonet elegeu durante a campanha eleitoral o combate ao que chamava de “feroz e vertiginosa urbanização” de Cascais como a sua principal prioridade. Contrariamente ao que defendia, Jonet, juntamente com o seu colega de vereação António Castro Henriques, votou contra da construção do parque urbano, aprovada pelos restantes 9 vereadores, nomeadamente do PSD, CDS, Partido Socialista e Chega.

O estranho voto de João Maria Jonet – como, de resto, o 24Horas já tinha noticiado – ficou por esclarecer na reunião de câmara transmitida em direto no YouTube. Apenas Castro Henrique, sem que alguma vez tivesse desmentido diretamente o 24Horas, explicou que não foi “banido” pelo Banco de Portugal de exercer funções na Banca – apenas “inibido”, na sequência de ilícitos no tempo em que foi administrador do Millennium bcp, altura em que foi também condenado a pagar uma coima de 230 mil euros.

O parque urbano vai ser construído, mesmo no final da autoestrada A5, num terreno de 450 mil metros quadrados que sempre esteve sujeito a forte pressão urbanística. O terreno foi propriedade da fundação Aga Khan, que, entretanto, o vendeu a um fundo imobiliário fechado – o Lusofundo – gerido pela sociedade anónima Statusdesafio Capital. Localizado numa numa zona estratégica do concelho, mesmo à medida de gigantescos interesses de construção, o que hoje é um autêntico ‘pulmão’ ambiental daria lugar mais dia menos dia a uma impenetrável selva de betão.

O atual presidente da câmara, Nuno Piteira Lopes, eleito pela coligação Viva Cascais (PSD e CDS), não esteve pelos ajustes e, depois de eleito, resolveu travar a possibilidade de nascer ali um megalómano empreendimento imobiliário.

Sabendo que o fundo se preparava para vender o terreno a dois outros fundos imobiliários (Country Ways e Logical Syntony), por cerca de 30 milhões de euros, a câmara optou por recorrer a um empréstimo bancário e exercer o direito de preferência a fim de comprar os referidos 450 mil metros quadrados, com o objetivo de criar ali o maior parque verde do concelho, cinco vezes maior que o parque Marechal Carmona, localizado no centro da vila.

O estranho voto de João Maria Jonet tem para muitos uma explicação: a sua candidatura contou com o apoio de figuras de proa do poderoso escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados – sociedade de advogados com interesses no fundo proprietário dos terrenos. O advogado Nuno Galvão Teles, que lidera a administração daquela sociedade, foi o mandatário escolhido por Jonet, além de também ter sido o último da lista de Jonet à vereação, e Francisco Mendes da Silva, outro dos sócios desse escritório, integrou a sua comissão de honra. Coincidência, ou não, a advogada Andreia Bento Simões, sócia do mesmo escritório, é a procuradora do Lusofundo no negócio de transação do terreno de 450 mil metros quadrados.

O plano de aquisição dos terrenos, por parte da autarquia cascaense, representa, segundo o presidente Nuno Piteira Lopes, “uma medida estratégica e emblemática para o futuro de Cascais”. Permite ao município garantir que os 450 mil metros quadrados serão mantidos como espaço verde, criando assim “o maior parque urbano de Cascais que contribuirá decisivamente para o nosso compromisso de, até 2029, alcançar 15 metros quadrados de espaço verde por habitante”, assegura Piteira Lopes.

Tão preocupado durante a campanha eleitoral com a “feroz e vertiginosa” urbanização de Cascais, o agora vereador João Maria Jonet, além de ter votado contra a construção do parque urbano, curiosamente recusou o pelouro do urbanismo que lhe foi oferecido pelo presidente Nuno Piteira Lopes logo a seguir as eleições de 12 de Outubro, tal como este último revelou na reunião do executivo autárquico que teve lugar na manhã de ontem.

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