A entrada da família Berlusconi no capital da Impresa, onde pagou pouco mais de 17 milhões de euros por uma posição de 32,9 por cento, o que à partida poderá dispensar uma OPA, não está a ser bem recebida entre alguns acionistas minoritários do grupo que detém a SIC e o Expresso, que se queixam de não lhes ter sido dada a oportunidade de participarem no aumento de capital.
Uma fonte conhecedora de todo este processo, cuja conclusão ainda depende de um parecer obrigatório da CMVM, que terá de aceitar se a família Balsemão, através da Impreger, irá manter o controlo do grupo, ou se, em caso contrário, terá de o partilhar com os italianos da MFE, lamentou ao 24Horas que “não tenha sido dada oportunidade aos acionistas minoritários de irem ao aumento de capital”. E adiantou: “Ou pelo menos dar uma saída a quem, durante anos a fio, nunca recebeu um único dividendo, e sempre viabilizou os caprichos e os sucessivos erros estratégicos e de gestão que ocorreram no grupo.”
Recorde-se que, falhadas nos últimos meses as tentativas de encontrar investidores nacionais dispostos a participar no capital da SIC e do Expresso, a entrada dos italianos é vista pelo mercado como “a última hipótese” para a sobrevivência do grupo Balsemão, cujo nível de endividamento atingiu nos últimos anos patamares que colocaram em cima da mesa a iminência de uma inevitável falência.