O antigo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, de 66 anos, está retido em Bissau após o golpe militar que aconteceu no país. Filipe Nyusi estava na Guiné-Bissau para liderar a Missão de Observação Eleitoral da União Africana.
Desde esta quarta-feira, dia 26, que todas as fronteiras do país africano – aéreas, marítimas e terrestres – se encontram encerradas por ordem dos militares guineenses. Todos os voos foram cancelados.
De acordo com informações, há um forte aparato militar no local onde estão hospedados os membros da Missão de Observação Eleitoral da União Africana na Guiné-Bissau, com o objetivo de garantir a sua segurança. Ainda não há previsão para que os observadores voltem para os seus países.
Segundo relatos da imprensa internacional, no momento em que se ouviram tiros no centro de Bissau, Filipe Nyusi estava reunido com a equipa da candidatura presidencial de Fernando Dias, o principal adversário de Umaro Sissoco Embaló, numa altura em que o líder da oposição mostrava aos observadores internacionais as atas que, segundo ele, comprovavam a sua vitória na primeira volta das eleições presidenciais: “Foi então que fomos surpreendidos pelos disparos. Um grupo de militares ligados à Presidência tentou deter-nos mesmo perante os observadores, mas os nossos jovens reagiram e conseguiram impedir a nossa detenção”, relatou, citado pela DW.