Com a chegada do inverno, a pele é uma das primeiras a ressentir-se das baixas temperaturas, do frio intenso e do vento. Segundo explica Cláudia Abreu de Almeida, mestre em Ciências Farmacêuticas e formadora do Departamento Técnico-Científico da PUIG DERMA Portugal | Uriage & Apivita, esta combinação de factores “é um motor essencial para o agravamento de várias dermatoses e condições de pele”.
Durante os meses mais frios, patologias como o eczema (dermatite atópica), a psoríase e a rosácea tendem a agravar, sobretudo nas zonas mais expostas do corpo, como o rosto, as mãos e os lábios. Estas áreas, por estarem frequentemente desprotegidas, sofrem mais com a ação do frio e do vento, dando origem a sintomas como sensação de repuxamento, desconforto, vermelhidão, descamação e pequenas fissuras.
Para minimizar estes efeitos, Cláudia Abreu de Almeida defende que a rotina de cuidados deve manter-se ao longo do ano, mas com ajustes sazonais. No Inverno, recomenda evitar banhos muito quentes e prolongados, uma vez que a elevada temperatura da água “promove a secura e o repuxamento da pele”. A utilização de produtos de higiene suaves e hidratantes, como syndets e óleos, ajuda a preservar a barreira cutânea. A hidratação diária é outro passo essencial, sobretudo após o banho e com a pele ainda ligeiramente húmida, para potenciar a retenção de água e prolongar a sensação de conforto.
Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, o uso de protetor solar continua a ser indispensável durante o inverno. “Mesmo em dias nublados ou chuvosos, a radiação UVA atravessa nuvens e vidros”, alerta a especialista, lembrando que este tipo de radiação está associado ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas e ao risco de cancro cutâneo.
O 24Horas deixa-lhe agora algumas sugestões: apostar numa hidratação reforçada, proteger as zonas mais expostas e manter uma rotina de cuidados adaptada ao frio são passos simples que fazem toda a diferença para preservar a saúde e o conforto da pele durante o inverno.











