O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), Cândido Barbosa, está a ser alvo de investigação pelo Ministério Público (MP), devido à alegada contratação de serviços de uma empresa com ligações ao próprio dirigente, a StrongSpeed, confirma a Procuradoria-Geral da República.
A investigação teve início na sequência de uma denúncia que aponta para um possível conflito de interesses na atuação do antigo ciclista, de 50 anos, noticia o Expresso. A mesma queixa chegou também ao Comité Olímpico de Portugal (COP), liderado agora por Fernando Gomes, que confirmou os factos ao semanário.
Apesar de não ter poderes de fiscalização ou auditoria sobre as federações, o COP decidiu encaminhar o processo para o Instituto Português do Desporto e Juventude, atendendo ao teor das alegações. O inquérito foca-se na forma como a StrongSpeed terá continuado a prestar serviços à FPC ao longo da temporada de 2025.
Segundo o jornal, Cândido Barbosa terá efetuado uma venda fictícia da StrongSpeed – empresa que fundou em 2018 e geriu até 17 de novembro de 2024, data que se situa entre a vitória nas eleições para a FPC e a sua tomada de posse.
A gestão da empresa passou então para Soraia Pinto, que, de acordo com a federação, vive com Barbosa, embora não sejam casados. Mais tarde, a administração foi transferida para Rogério Freitas, antigo colaborador do ciclista, mantendo-se em investigação a eventual influência do presidente sobre a StrongSpeed.
A Federação Portuguesa de Ciclismo garante que Cândido Barbosa “não tem qualquer influência ou ascendente sobre a StrongSpeed”. Por sua vez, o presidente rejeita as acusações, assegura estar de “consciência tranquila” e afirma ser alvo de uma “campanha de perseguição”.