No próximo ano, o nosso país enfrentará um conjunto exigente de desafios, fortemente condicionados por um contexto internacional marcado pela...
No próximo ano, o nosso país enfrentará um conjunto exigente de desafios, fortemente condicionados por um contexto internacional marcado pela incerteza económica, por tensões geopolíticas persistentes, conflitos regionais, transições energéticas aceleradas e rápidas transformações tecnológicas.
Estes fatores externos terão impactos diretos na economia, nos preços, nas cadeias de abastecimento, no comércio internacional e na segurança, exigindo respostas ponderadas, responsáveis e estratégicas.
No plano interno, será decisivo reforçar a coesão social, promover um crescimento económico sustentável, combater desigualdades e, depois de anos de descaso socialista, assegurar serviços públicos efectivamente eficazes e capazes de responder às necessidades reais dos cidadãos.
A competitividade das nossas cidades e empresas, a criação de emprego qualificado e a atração de investimento dependerão, em larga medida, da nossa capacidade de adaptação a um mundo mais instável e competitivo.
É neste enquadramento que a estabilidade assume uma importância fundamental.
Estabilidade política e institucional, económica e social, não é um fim em si mesma, mas sim a base indispensável do nosso trabalho coletivo.
É ela que permite planear a médio e longo prazo, gerar confiança nos cidadãos, nos investidores e nos parceiros internacionais, e garantir que as reformas necessárias são concretizadas com diálogo, responsabilidade e sentido de futuro.
Mas valorizar a estabilidade não significa imobilismo.
Pelo contrário, significa criar um ambiente seguro para a mudança, a inovação e o progresso. Só com cooperação, compromisso e com uma visão partilhada conseguiremos transformar os desafios do próximo ano em oportunidades para um país mais justo, resiliente e próspero.
E essa estabilidade depende muito de nós – designadamente, saber escolher um Chefe de Estado que seja promotor da estabilidade política e das instituições.
E deixarmos de andar de crise em crise, enredados pelo ruído fátuo dos media.
Darmos o nosso melhor, mas darmos também oportunidade a quem quer dar o seu melhor por todos nós.
Esta é a nossa escolha.