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  • ''Problemas não se resolvem com demissões'', Luís Montenegro
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Os maiores protestos no Irão dos últimos três anos eclodiram esta segunda-feira, na sequência da queda histórica do rial iraniano face ao dólar e da demissão do presidente do Banco Central, Mohammad Reza Farzin. Os protestos têm decorrido ao longo da semana.

As manifestações começaram em zonas comerciais de Teerão, incluindo áreas próximas do Grande Bazar, e estenderam-se a outras grandes cidades como Isfahan, Shiraz e Mashhad.

O descontentamento popular é alimentado pela grave crise económica, com a inflação a atingir 42,2% em termos anuais e aumentos acentuados nos preços dos alimentos, na ordem dos 72%, e dos produtos de saúde. A rápida desvalorização da moeda está a pressionar os orçamentos familiares e a intensificar o receio de uma aproximação à hiperinflação.

A situação é agravada pela possibilidade de novos aumentos de impostos a partir do novo ano iraniano, em março, bem como pela instabilidade regional e pelo impacto contínuo das sanções internacionais, reintroduzidas após a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015.

Há três anos, o regime iraniano tremeu, com protestos na rua, a propósito da morte de Mahsa Jina Amini, de 22 anos, que estava sob custódia policial.

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