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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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O chamado “mar de plástico” de Almería é uma das imagens mais marcantes — e controversas — da agricultura moderna europeia. Localizado no sudeste de Espanha, este vasto conjunto de estufas estende-se por mais de 32 mil hectares, formando um manto branco visível do espaço. O que à primeira vista parece um fenómeno quase irreal é, na verdade, o coração de um dos maiores polos de produção agrícola intensiva da Europa. Um vídeo gravado a partir de um parapente com motor e partilhado no TikTok apresenta uma perspetiva surpreendente desta paisagem.

Sob estas coberturas de plástico são produzidas enormes quantidades de verduras e hortaliças, como tomates, pimentos, pepinos, courgetes e beringelas. Graças ao clima seco e soalheiro de Almería, aliado ao uso intensivo de tecnologia agrícola, é possível colher durante todo o ano, mesmo nos meses de inverno, quando grande parte da Europa enfrenta temperaturas baixas e menor disponibilidade de produtos frescos.

Milhões de europeus consomem diariamente alimentos provenientes destas estufas, muitas vezes sem terem consciência da sua origem. Supermercados em países como Portugal, França, Alemanha, Reino Unido ou Países Baixos abastecem-se regularmente em Almería, tornando esta região um pilar essencial da segurança alimentar do continente. A eficiência produtiva e os preços competitivos tornaram o “mar de plástico” um elemento central nas cadeias de distribuição alimentar europeias.

No entanto, este modelo agrícola levanta também questões ambientais, sociais e até políticas. O consumo de água numa região semiárida e as condições de trabalho de muitos trabalhadores agrícolas, frequentemente imigrantes, são temas que têm gerado debate e preocupação. É que nesta região o partido de extrema-direita Vox tem somado votações expressivas devido à forte pressão migratória.

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