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  • ''Ainda temos NATO?'', major-general Agostinho Costa
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O líder supremo do Irão, ayatollah Ali Khameneí, instou hoje as autoridades a agirem com firmeza contra o que qualificou de “distúrbios” e de tentativas de aproveitar os protestos de comerciantes para atacar a República Islâmica.

“Que algumas pessoas, sob diversos títulos e nomes, ajam com o objetivo de destruir e gerar insegurança, colocando-se atrás de comerciantes crentes e revolucionários e abusando dos seus protestos para provocar distúrbios, não é de todo aceitável”, afirmou Khameneí numa cerimónia que assinala o sexto aniversário da morte do general da Guarda Revolucionária Qasem Soleimani, morto a 3 de janeiro de 2020 num ataque dos Estados Unidos com drones no aeroporto de Bagdade.

A mais alta autoridade política e religiosa do Irão apelou a “pôr no seu lugar” os agitadores, que considerou agentes de países inimigos, numa alusão a Israel e aos Estados Unidos. “Que um grupo de indivíduos incitados, mercenários do inimigo, se coloque atrás dos comerciantes e lance palavras de ordem contra o Islão, contra o Irão e contra a República Islâmica é verdadeiramente grave”, acrescentou.

No entanto, Khameneí pediu às autoridades que distingam entre os agitadores e os comerciantes que protestam pelo agravamento da situação económica do país.
As concentrações começaram por ser protagonizadas pelos comerciantes do Grande Bazar de Teerão e de outros espaços comerciais do centro da capital, mas rapidamente se alargaram a outras cidades, envolvendo diversos setores da sociedade.

Nos primeiros seis dias de mobilizações, pelo menos oito pessoas perderam a vida em confrontos com as forças de segurança, segundo a organização não-governamental opositora Hrana, com sede nos Estados Unidos. Em alguns vídeos publicados nas redes sociais ouvem-se disparos das forças antimotim contra os manifestantes.

O Irão atravessa uma crise económica, marcada por uma inflação anual de 42%, enquanto a inflação homóloga em dezembro superou os 52%.

As manifestações de protesto no Irão levaram na sexta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, a avisar Teerão que não ficará passivo a assistir ao que considera ser “um ato de repressão” do regime.

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