A diplomata Mary Flores, de 42 anos, que desempenha as funções de embaixadora da Venezuela em Lisboa desde há cerca de três anos, deverá ser umas das primeiras ‘vítimas’ da intervenção norte-americana naquele país latino-americano, ocorrida na madrugada deste sábado.
E tudo porque Mary Eglys Flores Mora, de seu nome completo, é sobrinha de Cilia Flores Maduro, aquela que foi até ontem a primeira-dama venezuelano, e que agora se encontra detida à ordem das autoridades norte-americanas.
Filha de um irmão da mulher de Nicolás Maduro, Mary Flores ingressou na carreira diplomática em 2011, tendo sido designada cônsul-geral da Venezuela em Toronto, tendo cinco anos mais tarde sido transferida para a capital portuguesa, onde ocupou idêntico cargo entre 2016 e 2022, altura em que passou a chefiar a missão diplomática venezuelana em Lisboa.
Na altura, a ‘promoção’ de Mary Flores foi entendida como um ‘sinal’ dado pelo governo de Maduro relativamente ao nosso país, tendo a nomeação da sua sobrinha sido interpretada como tendo o objetivo de “relançar as relações com Portugal”.
Agora, pouco mais de três anos após ter apresentado as cartas credenciais a Marcelo Rebelo de Sousa, a prisão do casal Maduro, seus tios, faz crer que Mary Flores estará ‘condenada’ a abandonar brevemente o cargo.