Frase do dia

  • “Não seremos cúmplices de algo por medo de represálias”, Pedro Sánchez, em resposta a Donald Trump
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Carlos Reis

A Venezuela não é hoje uma ditadura por acidente nem por deriva ideológica: é-o por necessidade de sobrevivência de uma...

A Venezuela não é hoje uma ditadura por acidente nem por deriva ideológica: é-o por necessidade de sobrevivência de uma elite que transformou o Estado num instrumento privado de saque. 

O regime de Nicolás Maduro assenta no nepotismo, na corrupção sistémica e numa oligarquia que só existe porque controla, sem alternância possível, todos os centros reais de poder. 

Para esse círculo, a democracia não é uma ameaça abstracta — é uma sentença de prisão.

É por isso que qualquer transição democrática seja vista pela clique de Caracas como um cenário intolerável. A resposta tem sido a militarização do regime, a compra de lealdades e a alienação acelerada dos recursos nacionais. A cooptação das Forças Armadas para o narco-negócio e a criação de instituições paralelas num labirinto institucional servem um único objectivo: impedir que o voto tenha consequências.

Diosdado Cabello, número dois do chavismo, simboliza este sistema. 

Após a derrota eleitoral de 2015, o regime esvaziou o parlamento legítimo e criou uma assembleia fictícia para contornar a vontade popular. Em torno de Cabello, como em torno de Maduro, consolidou-se um denso emaranhado familiar: ministérios, impostos, diplomacia e contratos públicos transformaram-se em negócios de clã. Casos de corrupção internacional e ligações ao narcotráfico não são desvios, mas parte integrante do modelo.

O mesmo padrão marcou o legado de Hugo Chávez. Apesar da retórica revolucionária, a sua família construiu um feudo político e acumulou uma fortuna colossal, sobretudo através do controlo directo da indústria petrolífera. Desde 1999, centenas de milhares de milhões de dólares em receitas foram desviados, enquanto a PDVSA era destruída por incompetência e pilhagem.

O resultado está à vista: colapso económico, hiperinflação histórica, fome, ruptura dos serviços básicos e um êxodo em massa. Um país com as maiores reservas de petróleo do mundo foi reduzido à miséria absoluta.

A chamada “Revolução Bolivariana” apresentada no seu alvor como um projecto de justiça social, mas sim um esquema de apropriação predatória. A tragédia venezuelana não é apenas económica ou humanitária — é o produto lógico de um regime que prefere destruir um país a perder o poder.

Com esta gente, que roubou o poder a seguir às eleições de julho de 2024, não pode haver transição. 

É bom que a administração dos Estados Unidos da América entregue imediatamente o poder a quem os venezuelanos confiaram em 2024. 

Não o fazer será trair a Venezuela.