O julgamento de José Sócrates, de 68 anos, foi novamente adiado. Isto tudo porque José Preto, advogado do antigo primeiro-ministro, foi internado devido a uma pneumonia e não designou um colega para o substituir. Assim, a juíza da ‘Operação Marquês’ nomeou um advogado oficioso para representar o antigo primeiro-ministro do PS.
No entanto, a pessoa escolhida, Inês Louro, decidiu pedir escusa e alegou “objeção de consciência” por ser do Chega: “Já me pronunciei de forma muito crítica sobre José Sócrates e, por isso, renunciei, por objeção de consciência.”
A advogada, recorde-se, antes de se mudar para o Chega, foi presidente da Junta de Freguesia da Azambuja pelo PS, partido onde militou por 31 anos.
Perante o pedido de Inês Louro, a juíza viu-se obrigada a indicar uma nova advogada oficiosa. A escolha recaiu sobre Ana Velho, que também solicitou escusa da função. A advogada alegou não reunir condições para analisar um processo desta dimensão no prazo legal de cinco dias, devido à complexidade do caso.
Acrescentou ainda que não conhece pessoalmente o arguido e que José Sócrates não estava presente na sala de audiências, uma vez que foi dispensado de comparecer em tribunal.
Ainda assim, a juíza recusou o pedido de escusa e Ana Velho representará o principal arguido da ‘Operação Marquês’ até que o colega retome as funções. O julgamento será retomado na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro.
Esta não é a primeira vez que José Sócrates tem problemas com os seus advogados. Recorde-se que, há cerca de dois meses, o julgamento da ‘Operação Marquês’ foi interrompido devido à saída de Pedro Delille da defesa de Sócrates, após 11 anos em função. O antigo secretário-geral do PS recusou, depois, ser representado pelo defensor oficioso José Manuel Santos.