Frase do dia

  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
Search
Rui Gomes da Silva

As recentes declarações de Luís Montenegro são bem elucidativas sobre as dificuldades com que o PSD está a ser confrontado...

As recentes declarações de Luís Montenegro são bem elucidativas sobre as dificuldades com que o PSD está a ser confrontado nesta campanha presidencial.

Seja pela falta de empatia do candidato, traduzida na impossibilidade de fazer o pleno dos votos do PSD, seja pela incapacidade do primeiro-ministro em conseguir convencer o seu bloco de apoio que está a governar bem, a verdade é que Luís Marques Mendes está a ser uma “enorme dor de cabeça” para o seu partido.

Só por essa razão se entende o apelo de Luís Montenegro ao voto no seu antecessor (entre 2005 e 2007).

A outra hipótese (que não a de uma derrota eminente, que causará grandes problemas políticos a uma maioria tão frágil como aquela que, hoje, tem a AD) seria a de o ex-comentador da SIC ir ganhar as eleições e o líder do PSD estar a fazer valer os seus “créditos” nessa vitória!

Infelizmente para os dois – Marques Mendes e Montenegro -, a versão mais plausível será a primeira… a da antecipação de um descalabro eleitoral que custará muito ao PSD nos próximos meses.

É, pois, uma declaração em desespero de causa!

Tão grande desespero que levou a que Montenegro não tivesse sido cauteloso, não salvaguardando os votos e a maioria (mesmo relativa) que tem, sem querer saber de gerir as responsabilidades que tem, pela função que exerce, “em nome do PSD”!

De facto, ao tentar colocar esses mesmos votos ao serviço do candidato Luís Marques Mendes, Luis Montenegro deu a entender a enorme fragilidade que o acompanha nessas funções, e porque precisa de um Presidente “muito amigo”, cuja legitimidade seja derivada da maioria governamental.

Para “este” PSD, só com um Presidente da República que não ponha em causa a posição do atual primeiro-ministro conseguirá sobreviver por mais algum tempo no Palácio de São Bento.

Com a imagem da governação a deteriorar-se, seria preciso alguém em Belém que sustentasse e “andasse ao colo” com o Governo, o que só acontecerá (aconteceria talvez seja o mais aconselhável escrever) com Luís Marques Mendes.

Por isso, o desespero da constatação… por isso, o desespero do apelo… por isso – também – o desespero da renovação da “narrativa” da aprovação do Orçamento, a tantos meses de distância.

Se revisitarmos estes anos de liderança de Montenegro, há sinais permanentes da sua estratégia de vitimização que não o deixam, sendo um deles o da votação do Orçamento.

Não basta invocar Francisco Sá Carneiro para que os portugueses se sintam impelidos a votar no PSD ou nos seus candidatos.

Seria necessário dissipar dúvidas sobre o passado, resolver o caos da Saúde, tratar da legalidade da Imigração, acertar na estratégia para a Administração Interna, entre outros casos… e não se percebe como o conseguirão.

Daí o desespero nestas presidenciais, antecipando o desespero para o resto do ano, daí a fragilidade absoluta do PSD que começará a tornar-se bem mais evidente com a derrota nestas eleições do início de 2026.

Antecipando o descalabro – arrisco eu – das outras eleições que ocorrerão no início de 2027 (ou antes, se calhar).