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  • ''Não pedi, nem pedirei, para sair'', Ana Paula Martins
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Uma idosa morreu na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de ter estado cerca de 40 minutos à espera de uma equipa de socorro que estava a mais de 40 quilómetros de distância. O alerta foi dado pelo neto.

A mulher, que estava em paragem cardiorrespiratória, foi obrigada a esperar por uma ambulância que se encontrava em Carcavelos. Apesar de terem saído dois minutos após a chamada ter sido feita, os bombeiros de Carcavelos demoraram 40 minutos a chegar e a vítima não resistiu.

A denúncia foi feita pela própria corporação: “Apesar da pronta saída do quartel, a distância entre as duas localidades condicionou, inevitavelmente, o tempo de chegada ao local.”

Na publicação, feita nas redes sociais, os bombeiros relembraram que, “em situações de PCR, cada minuto é determinante – por cada minuto que passa sem manobras de reanimação, a vítima perde cerca de 10% de hipóteses de sobrevivência”.

Por isso, os bombeiros voluntários de Carcavelos recordam “a importância dos tempos de resposta e da proximidade dos meios de socorro, salientando que, mesmo com a melhor preparação técnica e humana, a distância é um fator crítico na probabilidade de sucesso da reanimação”.

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