Com 15 partos realizados em 2025, e depois de terem ajudado Afonso a vir ao mundo, na quarta-feira, dia 7, o comandante dos Bombeiros Voluntários do Concelho Moita, Pedro Ferreira, considera que deter este recorde “é mau”.
“O sítio para uma criança nascer é um bloco de partos, não em uma ambulância. Por isso, não é o tipo de recorde que eu quero, não é isso que a corporação quer”, afirma Pedro Ferreira, em exclusivo, ao 24horas.
Ainda assim, o comandante dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Moita reconhece que a corporação está sempre preparada “para servir a população” e destaca a formação “muito boa” dada a todos os operacionais: “Todos os bombeiros portugueses têm uma formação muito boa, também nessa área [partos]. A primeira formação de socorrismo que é dada aborda logo as grávidas, os partos.”
No entanto, Pedro Ferreira alerta que, apesar da formação, não cabe aos bombeiros fazerem partos: “Se, em alguns bloco de partos, com médicos e enfermeiros, não conseguem, às vezes, resolver as situações, vamos imaginar numa ambulância, onde nem uma epidural, nem um comprimido para as dores, uma grávida pode ter.”
Quando questionado sobre a possibilidade de 2026 ser um ano tão atípico em termos de partos como o anterior, Pedro Ferreira é claro: “Honestamente, espero bem que não.” O operacional acredita que o “Governo esteja a tentar melhorar as condições”, mas garante que os bombeiros não faltarão à população.