O governo de Cuba respondeu com firmeza às últimas declarações de Donald Trump, depois de este ter ameaçado cortar-lhe o fluxo de petróleo e de fundos provenientes da Venezuela, num contexto de tensões crescentes na região.
Numa série de publicações na plataforma X, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sublinhou a soberania do país, recordando que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”: “Ninguém dita o que fazemos.” E o sucessor de Raúl Castro reiterou que estão preparados para resistir a qualquer ataque americano.
Miguel Díaz-Canel rejeitou ainda as alegações do presidente dos Estados Unidos sobre a dependência de Havana em relação a Caracas, reforçando que ninguém pode impor decisões a Cuba e que a ilha, com 10 milhões de habitantes, não procura conflitos, mas, sim, defender-se.
As declarações de Trump, publicadas também na sua conta numa rede social, incluíram a menção de que “não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba – zero!” e um apelo para que Cuba, que sofre de um bloqueio económico há mais de 60 anos, negoceie um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”.
O confronto verbal ocorre num momento em que as relações entre os dois países estão particularmente tensas, após os recentes acontecimentos políticos na Venezuela, tradicional aliado de Havana, que têm afetado o abastecimento energético de Cuba e aumentado a pressão económica sobre Havana.
Díaz-Canel enfatizou que Cuba não ataca, mas está pronta para “defender a pátria até à última gota de sangue”, frase que reflete a retórica de resistência utilizada pelas autoridades de Havana frente às medidas e críticas de Washington.