São acusações graves mas têm um rosto: a advogada Inês Bichão publicou nas suas redes sociais um texto onde aponta o dedo a João Cotrim de Figueiredo a quem acusa de assédio sexual. Começando por referir que reconhece “inteligência e competência ao João” acrescenta que foi um desafio trabalhar com o agora candidato a vários níveis mas que não vai “esquecer das várias vezes em que bloqueei quando me disse “excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo”, “de que tipo de homens gostas?”, “mais grossa ou mais comprida?”. E prossegue “não vou esquecer do que acontece às pessoas que não fazem o que ele quer ou que pensam diferente de si”.

Desde o fim de semana que se antecipava que este rumor poderia ganhar forma de acusação sobretudo desde que o próprio candidato emitiu nas suas redes sociais um “alerta aos portugueses” no qual, a certa altura, dizia que “nesta reta final da campanha, em que estamos a incomodar cada vez mais, o surgimento de informações falsas sobre mim (…) será muito grande”.
Inês Bichão, que em abril do ano passado foi contratada como técnica especialista no gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, desafia mesmo o candidato presidencial: “que me acuse daquilo que ele quiser; se tiver ponta por onde pegar, calada estive eu e assim vou continuar, porque não merece que a minha vida seja prejudicada por aquilo que ele fez” e conclui “não suporto a ideia de o ver em Belém, com o Octávio, com o Bernardo e com o Ricardo” (presumivelmente serão referências a Octávio Lousada Oliveira, assessor de Cotrim de Figueiredo na campanha eleitoral, a Bernardo Blanco, ex-deputado da IL e a Ricardo Pais Oliveira, vice-presidente da IL).

Contactado pelo 24Horas o candidato desmente a acusação. Cotrim de Figueiredo sublinha que os “ataques – pela sua natureza pessoal – afetam não apenas a nossa candidatura como a minha idoneidade” e que irá processar a autora “independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo”.