Um episódio grave marcou uma festa de formatura de Medicina e Enfermagem realizada em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Um adolescente brasileiro de 13 anos surgiu no evento com um traje que remete ao regime nazi e fez um gesto associado à ideologia de Adolf Hitler. As imagens circularam nas redes sociais e provocaram forte reação pública.

A organização do evento afirmou que não tinha conhecimento prévio da situação e que o adolescente esteve acompanhado pelos pais. A instituição de ensino declarou não ter ligação direta com a festa, mas repudiou publicamente o ocorrido e manifestou apoio às investigações.
No Brasil, a apologia ao nazismo é crime, prevista em lei, por se tratar de uma ideologia que promove o ódio racial, a violência e a negação de direitos humanos. A legislação do país pune a divulgação de símbolos, gestos ou propaganda associada ao nazismo, podendo o caso ser tratado como ato infracional por envolver um menor de idade.
Autoridades locais e representantes políticos pediram apuração rigorosa, sublinhando que este tipo de conduta não pode ser relativizado nem tratado como brincadeira. O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de educação histórica e responsabilidade social.
O caso surge num contexto internacional delicado, em que se observa um aumento de discursos de ódio, racismo e intolerância em várias partes do mundo. Especialistas alertam que a normalização de símbolos extremistas representa um risco para a democracia e para a memória das vítimas de regimes totalitários.