Bibi, a filha secreta de Freddie Mercury, morreu aos 48 anos, após uma prolongada batalha contra um tipo raro de cancro da coluna, conhecido como cordoma.
O marido de Bibi confirmou ao Daily Mail que a sua mulher morreu “pacificamente, depois de uma longa batalha contra o cordoma, um cancro espinal pouco comum, deixando dois filhos de nove e sete anos”. As cinzas de Bibi foram espalhadas nos Alpes, disse o companheiro, e, segundo relata, ela “está agora com o seu amado e amoroso pai no mundo dos pensamentos”.
A existência de Bibi tinha sido tornada pública há menos de um ano, quando a biografia ‘Love, Freddie’, da autora Lesley-Ann Jones, trouxe à tona a alegada paternidade de Mercury, fruto de uma relação com a mulher de um amigo próximo, em 1976.
A própria biógrafa explicou que o cantor teria apelidado a filha de trésor (tesouro, em francês) e de “ranita”, e que a relação entre os dois foi próxima até à morte do líder dos Queen, em 1991. Também se chegou a afirmar que algumas canções – como ‘Bijou’ e ‘Don’t Try So Hard’ – lhe teriam sido dedicadas, refletindo o profundo laço entre pai e filha.
Lesley‑Ann Jones revelou ainda que, embora Bibi tenha optado por guardar a sua identidade em privado durante décadas para proteger a sua carreira médica e a relação com os seus pacientes, a filha colaborou com entusiasmo na investigação para o livro, partilhando cartas e diários pessoais que alegadamente foram entregues por Mercury antes da sua morte.
Num comunicado emotivo, Jones confessou sentir‑se devastada pela perda, sublinhando que Bibi a procurou com um objetivo de verdade e de ruptura das versões menos completas da história de Mercury: “Ela estava muito doente durante os quatro anos em que trabalhámos juntas, mas tinha uma missão. Ela colocou a si mesma e as suas próprias necessidades em último lugar.”