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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Gonçalo Lage

Aproximando-se o dia D, estes últimos dias de campanha eleitoral para as presidenciais têm demonstrado que se trata mais de...

Aproximando-se o dia D, estes últimos dias de campanha eleitoral para as presidenciais têm demonstrado que se trata mais de um concurso de Miss Universo, da escolha de um “entertainer” ou de um atleta que de uma eleição de extrema importância para o País. Temos assistido a um pouco de tudo. Primeiro tivemos debates que se debruçaram sobre temas que nada dizem respeito aos poderes de intervenção dos Presidentes, com conversas sobre estratégias para o SNS, opiniões acerca do pacote laboral ou até de que forma o governo deve ou não abordar os temas da imigração.

Depois destes debates passámos para um momento ainda mais estranho onde passou a valer o show off, a destreza e forma física com várias variedades, desde aptidões com luvas de boxe, andar de bicicleta, correr, saltar obstáculos, andar de mota, dançar, cantar, enfim…tudo conta para fazer uma piada qualquer de algibeira ou um vídeo mais atrativo que possa ser muitas vezes partilhado. As sondagens passaram a ter um papel principal, todas elas diferentes (diametralmente diferentes) o que deveria levar a uma profunda reflexão. Será provavelmente tema para abordar noutro texto dada a complexidade, tecnicidade e até talvez mesmo de liberdade ou de falta dela.

A segunda volta terá assim de ser, desejavelmente, como uma segunda oportunidade. Uma segunda oportunidade para focarmos no que verdadeiramente interessa para a presidência da República. A forma como o candidato garante a coesão nacional, como pode garantir a estabilidade política e como pode ser a voz dos portugueses. Um Presidente da República deve garantir, acima de tudo, instituições a funcionar e democracia a cumprir-se — não protagonismo nem agendas pessoais, sobretudo aquelas assentes em frases feitas de “missão”, de “serviço” ou de cábulas escritas para repetir ad nauseam as mesmas parangonas.

Temos de saber como se propõe defender todos os portugueses, defender a nossa cultura e a nossa comunidade. De que forma vamos abordar o tema da Venezuela onde tantos portugueses residem, e qual voz iremos ter na política internacional.

Um Presidente tem de ser o guardião das regras do jogo democrático — e isso exige carácter, cultura e conhecimento institucional, sentido de estado e experiência política.