O tribunal norte-americano rejeitou o pedido da defesa de Nuno Lopes para que o processo em que é acusado de violação fosse decidido sem a intervenção de um júri. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque, que considerou que, em conformidade com a legislação dos Estados Unidos, são questões que devem ser avaliadas por um grupo de cidadãos e não apenas por uma juíza.
A ação judicial, proposta em novembro por A.M. Lukas, argumentista e realizadora norte-americana, remonta a um episódio de 2006, quando acusa o ator português de a ter drogado e violado após se terem conhecido num evento associado ao festival de cinema de Tribeca.
A defesa de Nuno Lopes tinha solicitado que o caso fosse tratado por via sumária, argumentando que não existem questões factuais relevantes que exigissem um julgamento com júri, mas a juíza negou esse pedido, destacando que a lei norte-americana prevê a participação de um júri em situações como esta.
A representação do ator reiterou a posição que tem defendido desde o início do processo: “Tal como tem feito desde o início deste processo, Nuno Lopes refuta as acusações que lhe são feitas e está confiante de que um júri chegará à mesma conclusão”.
Até ao momento, ainda não foi marcada uma data para o julgamento, mas a decisão de remeter o caso para um júri abre uma nova etapa processual. A defesa pode ainda apresentar, até dia 30, uma nova moção caso queira introduzir elementos adicionais no processo antes de avançar para a audiência plenária.