Em resposta direta às ameaças do Presidente Donald Trump de anexar ou invadir a Gronelândia, diversos países europeus iniciaram o envio de destacamentos militares para o território autónomo dinamarquês sob a Operação Arctic Endurance (Resistência Ártica).
A missão, solicitada pela Dinamarca, visa reforçar a soberania da ilha e garantir a segurança do Ártico perante a retórica da Casa Branca, que considera o território vital para a segurança nacional americana e para conter a influência da Rússia e da China.
O destacamento inicial é composto por pequenas unidades de elite e especialistas em missões de reconhecimento e planeamento:
Alemanha: Enviou 13 soldados. Este grupo desembarcou na base do Comando Ártico para preparar o terreno para exercícios militares mais amplos.
Dinamarca: Como país soberano do território, anunciou um aumento significativo da sua presença militar permanente, embora o número exato de novos efetivos seja mantido sob reserva por razões de segurança.
França, Suécia e Noruega: Enviaram “pequenas delegações” de especialistas e tropas de elite para coordenação logística e vigilância marítima.
Reino Unido: Confirmou a participação de tropas em exercícios conjuntos imediatos para demonstrar solidariedade na NATO.
Este movimento militar é visto como uma “linha vermelha” europeia. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que qualquer agressão americana contra outro membro da NATO significaria o fim da aliança transatlântica. Apesar do envio destas tropas, a Casa Branca reiterou em 15 de janeiro de 2026 que a presença europeia não altera a ambição de Trump de assumir o controlo da ilha.
