O mais recente ranking internacional de universidades coloca instituições chinesas no topo da investigação científica, ultrapassando universidades históricas dos Estados Unidos. O estudo, baseado no Leiden Ranking, avalia o volume e o impacto das publicações académicas e científicas.
“A China está realmente a construir muita capacidade de investigação. É uma espécie de nova ordem mundial no ensino superior e na ciência”, afirmou Phil Baty, diretor de assuntos globais da Times Higher Education.
A mudança não é apenas simbólica: cortes no financiamento federal à investigação nos EUA, implementados durante a administração Trump, podem ter acelerado a perda relativa de espaço das universidades americanas, embora o movimento tenha começado anos antes. Especialistas alertam que esta tendência não afeta apenas as instituições, mas também a competitividade científica do país como um todo.
Segundo o levantamento, Harvard, que durante anos liderou a lista, caiu para o terceiro lugar, atrás de duas universidades chinesas. Oito das dez primeiras posições são ocupadas por instituições do país asiático, sinalizando uma mudança significativa no panorama académico global.
TOP 10 DE UNIVERSIDADES SEGUNDO O LEIDEN RANKING 2026:
- Zhejiang University – China
- Shanghai Jiao Tong University – China
- Harvard University – EUA
- Peking University – China
- Fudan University – China
- Tsinghua University – China
- University of Science and Technology of China – China
- Nanjing University – China
- Massachusetts Institute of Technology (MIT) – EUA
- University of California, Berkeley – EUA
Nos últimos anos, universidades chinesas investiram massivamente em ciência e educação superior, incentivando publicações em revistas internacionais e atraindo talentos estrangeiros. Segundo Mark Neijssel, diretor do Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, “pesquisadores chineses têm dado mais ênfase à publicação em revistas de língua inglesa, que são mais lidas e citadas no mundo todo”.
O prestígio de Harvard e de outras universidades americanas continua elevado, mas o crescimento acelerado das instituições chinesas reflete uma mudança global: a produção científica do Ocidente está a ser desafiada e a China consolida-se como potência emergente no conhecimento e na investigação.