A final da Taça das Nações Africanas (CAN 2025) ficou marcada por várias polémicas, este domingo, dia 18, após o Senegal vencer Marrocos por 1-0, no prolongamento.
O momento mais controverso ocorreu no último lance do tempo regulamentar, já depois de oito minutos de compensação, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor de Marrocos, por alegada falta dentro da área sobre Brahim Díaz. A decisão gerou fortes protestos por parte dos jogadores senegaleses, que chegaram a abandonar o relvado.
A tensão foi ainda agravada por um lance anterior, em que um golo do Senegal foi anulado, devido a uma falta assinalada sobre Achraf Hakimi no início da jogada, decisão igualmente contestada.
O encontro esteve interrompido durante mais de dez minutos, período em que se registaram distúrbios nas bancadas, com adeptos senegaleses a tentarem invadir o terreno de jogo e a arremessarem cadeiras na direção dos seguranças e elementos das equipas técnicas.
Apesar da oportunidade de levar o jogo à decisão nos penáltis, Brahim Díaz desperdiçou a grande penalidade, permitindo que o marcador se mantivesse inalterado no final do tempo regulamentar e o jogo avançasse, assim, para prolongamento.
Já em tempo extra, Pape Gueye marcou, aos 94 minutos, o golo decisivo que garantiu o triunfo do Senegal e a conquista do segundo título da sua história na CAN.
A final surge, assim, num contexto já marcado por controvérsia uma vez que o jogo das meias finais que opôs a seleção de Marrocos à sua congénere da Nigéria foi também alvo de polémica. Nesse confronto, decidido no desempate por grandes penalidades, as críticas foram apontadas à equipa nigeriana, devido à decisão de colocar o guarda-redes reserva, Onyemaechi, para marcar um pénalti crucial no último minuto da prorrogação, sendo defendido pelo guarda-redes marroquino, Bono.