O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que o uso da Inteligência Artificial (IA) não pode ser ignorada e apelou a que haja uma adaptação nas escolas, de forma a maximizar os benefícios e minimizar os riscos. As declarações foram feitas esta segunda-feira, dia 19, no Sobral de Monte Agraço, onde visitou as escolas da vila.
“É uma realidade que não pode ser ignorada e por isso o que temos de fazer é, com essa mudança tecnológica, termos a capacidade de, seja com a formação dos professores, seja na alteração dos métodos de ensino, seja na alteração dos próprios currículos aproveitarmos as oportunidades que essa mudança nos traz”, afirmou.
Para Fernando Alexandre, a IA deve ser usada como um “instrumento complementar”, que permita “aumentar as capacidades dos nossos alunos”.
Por outro lado, 28 professores de instituições de ensino superior de todo do País assinaram um manifesto contra o uso da IA, como forma de alerta para a transformação dos estudantes em “cretinos digitais”. Os docentes admitem que “veem os seus métodos de trabalho e estudo ser permanentemente soterrados por grandes modelos de linguagem e chatbots que operam enquanto fábricas de produção de lugares-comuns, banalidades, arquiteturas tecnológicas promotoras de fraude e plágio em série”.
Para os professores, a situação acaba por afetar “a saúde mental dos estudantes”, provocando-lhes a subida dos níveis de ansiedade, ao mesmo tempo que “demonstram muito pouca curiosidade intelectual ou entusiasmo pela enorme e desafiante aventura do conhecimento”.